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sexta-feira, 28 de junho de 2013

O Nascimento dos Pandavas - Hinduismo

O Nascimento dos Pandavas



Rei Pandu, o imperador do mundo, matou um sábio e sua esposa, que estavam disfarçados como veados justo enquanto eles estavam quase se acasalando. Antes de morrer, o sábio amaldiçoou o rei a morrer se tentasse conceber uma criança. Enquanto o Mahabharata continua, o sábio Vaishampayana relata a lamentação de Pandu e o extraordinário nascimento de seus filhos. 
Vaishampayana disse:

Vendo o jovem sábio falecer, o rei ficou desesperado. Angustiado com a morte acidental do santo brahmana, ele e suas esposas lamentaram como se por um parente deles.
Pandu disse:


– Pesosas como eu a quem falta avanço espiritual, ainda que nascido em famílias nobres, vêm a ser desgraçados por seus próprios atos tolos. Tais pessoas estão presas na rede dos seus desejos egoístas.
Tenho ouvido que meu pai Vicitravirya, embora nascido de pais religiosos, veio a absorver-se em prazeres sexuais e, por excesso de apego, aquele jovem rei morreu sem filhos. Entretanto, o autodisciplinado e divino sábio Dvaipayana gerou-me na mulher de meu pai. [Que abençoado nascimento foi o meu!] E ainda hoje minha mente degradada tornou-se absorta em paixão maligna, e perdi-me tolamente em caçada. Sou tão perverso que mesmo os deuses abandonaram-me!
[Conquistei a Terra com força militar, mas porque não conquistei meus próprios desejos materiais, quedei-me em escravidão.] Estou determinado a me esforçar por salvação, pois escravidão para este mundo é nada mais que grande calamidade. Agora seguirei o imperecível passado de meu pai Dvaipayana. Não tenho dúvida. Praticarei a mais severa austeridade e errarei pelo mundo sozinho como um mendicante solícito, ficando cada dia debaixo da sombra de uma árvore simples. Raparei minha cabeça e cobrirei meu corpo com poeira. Viverei em casas abandonadas ou simplesmente embaixo de uma árvore, e nada agradar-me-á ou desagradar-me-á.
Não me lamentarei ou rejubilarei por nenhuma coisa material. Se as pessoas escarnecerem-me ou louvarem-me, eu aceitarei ambos escárnio e louvor igualmente. Não ambicionarei nada neste mundo mortal ou adularei nenhum homem por seu favor. Calor e frio, alegria e dor, vitória e derrota – não vacilarei diante dessas dualidades mundanas, nem reivindicarei nada para ser meu. Não serei carrancudo, nem zombarei de nenhuma criatura. Estarei sempre de semblante alegre e dedicar-me-ei ao bem-estar espiritual de todos os seres viventes. Não cometerei violência contra nenhuma vida, móvel ou imóvel, pois sempre verei todas as criaturas de Deus como meus próprios parentes amados. Tratarei todas as coisas viventes com igualdade.
Vaishampayana disse:

Falando assim, Rei Pandu, profundamente entristecido, respirou pesado por um longo tempo. Encontrando com cuidado os olhos de suas amadas Kunti e Madri, ele disse-lhes:
– Todos precisam ser comunicados das mudanças em minha vida. Muitas pessoas dependem de mim, portanto, tão gentil quanto for possível, vocês precisam informar minha mãe, o sábio Vidura e o Rei Dhrtarastra e todos os outros parentes. Falem com os nobres Satyavati e Bhisma, todos os sacerdotes da família real, e os brahmanas, aquelas grandes almas tão estritas em seus votos que beberam o néctar dos deuses. Contem aos anciãos e aos mais velhos cidadãos que nos têm servido com fervor em todas as suas vidas. Contem a eles todos que Pandu se foi, se foi sozinho para a floresta.
Ouvindo sua decisão de viver na floresta como um asceta, as mulheres responderam com igual determinação:
– Há outros estágios de vida para pessoas casadas nos quais você pode realizar austeridades pesadas junto conosco, suas legítimas esposas. Sem dúvida você será bem sucedido e chegará à residência celestial. Ambas estamos prontas para fixar nossas mentes e sentidos em vida espiritual, pois estamos determinadas a seguir você nesta vida e na próxima. Decidimos renunciar o desejo material e prazer, e suportaremos sérias austeridades. Ó mais erudito, ó senhor da Terra, se você nos rejeitar, de imediato abandonaremos nossas vidas. Não há dúvida sobre isto.
Pandu disse:

– Se isso é o que ambas vocês decidiram, então podem vir junto, desde que seus propósitos estejam de acordo com princípios religiosos. Mas eu as previno, cumprirei meus votos estritamente, seguindo meu pai Dvaipayana Vyasa. Renunciarei verdadeiramente todo conforto doméstico, concentrar-me-ei e realizarei severas austeridades. Vagarei na floresta profunda, vestido em casca de árvore, nutrido com frutas silvestres, nozes e raízes. Sentar-me-ei ao fogo, não somente no inverno glacial, mas no verão abrasador.
Banhar-me-ei no rio não somente no verão, mas no inverno também. Usarei farrapos e peles e longos cabelos emaranhados, e meu corpo ficará magro por causa de minha dieta pobre. Terei de tolerar frio, vento e calor. Fome, sede e fadiga serão meus constantes companheiros. Por meio de todas essas difíceis austeridades, eu tenho de conquistar e secar os sentidos antes que eles conquistem-me. Se meus sentidos me superarem, eu imediatamente morrerei, e não será uma morte gloriosa.
Em todos os meus pensamentos e atos, o progresso espiritual será minha única meta. Com os frutos do deserto, maduros ou não, e com minhas palavras e pensamentos e tudo aquilo que eu coletar, adorarei meus veneráveis antepassados e a Suprema Personalidade de Deus, a quem eles adoraram, e reverenciarei os servos autorizados do Senhor que administram este mundo temporário.
Como eu ando pelo deserto, nunca farei nada para prejudicar ou desagradar os anciãos que se retiraram para a floresta para liberação espiritual. Também não perturbarei meus camponeses nem um dos simples moradores de vila. Seguirei estritamente os mandamentos das escrituras para vida renunciada na floresta. De fato, desejo seguir o mais severo desses mandamentos, até que este corpo estiver acabado e eu descansar em paz.
Vaishampayana disse:

Tendo então falado a Kunti e Madri, o grande monarca Kuru tirou suas jóias, coroa, medalhão, braceletes e brincos e ofereceu tudo aos santos brahmanas, incluindo seu inestimável guarda-roupa e o guarda-roupa e jóias de suas esposas.
Pandu então falou novamente, desta vez dirigindo-se a seus seguidores e criados pessoais:
– Vão para Hastinapura – ele disse, triste – e façam saber que Pandu, junto com suas fervorosas esposas, partiu para a floresta para viver como um mendicante, sem riquezas mundanas ou prazer.
Ouvindo estas palavras despedaçadoras de coração de seu amado senhor, os seguidores de Pandu e criados pessoais fizeram um terrível clamor e soluçaram em angústia. Vertendo lágrimas quentes, eles retornaram de seu monarca a Hastinapura para divulgar sua mensagem final. Enquanto o líder Kuru Dhrtarastra ouvia deles tudo o que acontecera na floresta profunda, não conseguia parar de chorar por seu irmão mais novo

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os iogues da Índia

Os iogues da Índia (aqueles que buscam a união com Deus por meio dos métodos científicos definidos da yoga) dão a máxima importância a se manter a coluna vertebral ereta durante a meditação e a se concentrar no ponto entre as sobrancelhas. Durante a meditação, a coluna vertebral encurvada oferece uma sensível resistência ao processo de reversão das correntes vitais, em seu fluxo ascendente para o olho espiritual. A espinha dorsal encurvada desfaz o alinhamento das vértebras e pinça os nervos, mantendo a força vital presa ao seu estado costumeiro de consciência corporal e de inquietude mental.
Paramahansa Yogananda, A Yoga de Jesus

terça-feira, 4 de junho de 2013

O poder libertador da Kriya Yoga

O poder libertador da Kriya Yoga quebra as barras da prisão do karma. Jamais encontrei, no Oriente ou Ocidente, uma técnica tão maravilhosa como esta. Quem seguir a Kriya e o caminho da Self-Realization Fellowship progredirá muito.Medite e, em alguns anos, veja os resultados em você mesmo. Conceda-se um pouco de tempo; não espere resultados imediatos. Você não pode ficar saudável ou ganhar dinheiro da noite para o dia; é preciso tempo. São necessários oito anos para formar um hábito. Se você meditar e praticar a Kriya profundamente por oito anos, verá que está a caminho do autodomínio.

Como parte de sua meditação diária, faça a seguinte afirmação e repita várias vezes: “Pai, Tu estás livre de karma. Sou Teu filho. Estou livre de karma, agora e para sempre.” É isso que quero que você sinta. O que foi dito hoje é uma das mais grandiosas mensagens que já transmiti para superar o todo o sofrimento.

Paramahansa Yogananda, O Romance com Deus

Vixnu

Vixnu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Vishnu, o Preservador

, o Preservador
Na mitologia hindu, 'Vishnu'1 (também grafado Vishnu 2 ; em hindi विष्णु, transl. Vishnu, da raiz sânscrita vishva, "tudo"), juntamente com Xiva (Shiva) e Brama (Brahma), forma a trimúrti, a trindade hindu, na qual Vishnu é o deus responsável pela manutenção do universo.
Nas duas representações comuns de Vishnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos: uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.
A concha se chama Pantchdjanya e possui todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om.
O disco, ou roda de energia de Vishnu, se chama Sudarshana e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.
O Lótus de Vishnu se chama Padma. É o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão.
O cajado de vishnu se chama Kaumodaki e representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.
Segundo o hinduísmo, vishnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de vishnu , dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir. São eles:
A esposa de Vishnu é a deusa lakshimi, deusa da prosperidade e sorte, que o acompanha, encarnado na terra, como esposa de seus avatares. Seu veículo é Garuda, a águia gigante. Vishnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes é Narayana, aquele que flutua sobre as águas. Ele é representado ao lado de uma Serpente com muitas cabeças, já mencionada anteriormente. Do seu umbigo, nasce uma flor de Lótus da qual emerge Brama, o deus criador do universo.

Outros nomes de Vishnu

Há uma famosa prece hindu denominada Vishnusahastanama-stotra, ou "Os mil nomes de Vishnu". Os nomes derivam dos atributos do deus. Esses são alguns dos principais:
  • Acyutah (firme, permanente)
  • Ananta (sem fim, eterno, infinito)
  • Kesava (de cabelo abundante e belo)
  • Narayana (o que está sobre a água)
  • Madhava (relacionado à primavera)
  • Govinda (chefe dos pastores: um nome de Krishna)
  • Madhusudanah (aquele que destrói o demônio Madhu)
  • Trivikrama
  • Vamana (anão)
  • Aridhara
  • Hrsikeshah
  • Padmanabha (de cujo umbigo brota o lótus que contém Brama)
  • Damodara (um nome de Krishna)
  • Gopala (pastor: refere-se a Krishna)
  • Janardanah
  • Vāsudeva (filho de Vasudeva: refere-se a Krishna)
  • Anantasayana
  • Sriman
  • Srinivasa

Brama

Brama

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Relevo representando Brama, o Criador, no Templo Hoysaleswara, em Halebid, em Karnataka, na Índia
Commons
O Commons possui multimídias sobre Brama
Brama1 , Brahma ou Bramá2 é o primeiro deus da Trimúrti, a trindade do hinduísmo (os outros são Vixnu e Shiva). Brama é considerado, pelos hindus, a representação da força criadora ativa no universo. A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vixnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado numa flor de lótus brotada do umbigo de Vixnu e recria todo o universo.
Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4 320 000 000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brama vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo. Quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama.
Brama é representado com quatro cabeças, mas, originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.
Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brama movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brama criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brama criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.
Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brama falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama. Brama tem oito braços, e nas mãos segura uma flor de lótus, seu cetro, uma colher, um rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas. O veículo de Brama é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento.
A esposa de Brama é Sarasvati, a Deusa da Sabedoria. Na Índia em si, o deus é pouco cultuado,[carece de fontes], pois, na visão hindu, sua função já se acabou depois que o universo foi criado. As lendas sobre Brama não são tantas nem tão ricas quanto as de Vixnu e Shiva. Para estes deuses, existem incontáveis templos de adoração, mas, para Brama, apenas um, que fica no lago Pushkar, em Ajmer.

Índice

Dia de Brama

Brama vive cem anos, mas não são anos humanos, são "anos de Brama". O período do dia ou da noite da vida do deus é chamado de Kalpa, quando a noite de Brama chega, o universo é reabsorvido (Pralaya) no seu sono divino. Um Kalpa corresponde a 4.320.000.000 anos terrestres. A idade da Terra é medida em quatro Yugas ou "Eras", que são:
A cada Yuga que se passa, a virtude no mundo vai caindo progressivamente. Na Satya-Yuga, a virtude prevalece e o mal é desconhecido. Na Treta-Yuga, a virtude cai para três quartos. Na Dwapara-Yuga, a virtude já caiu pela metade. Na Kali-Yuga, só resta um quarto de virtude. As quatro Yugas juntas formam a Mahayuga.

Hinduísmo

Hinduísmo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Brama, uma das principais divindades do hinduísmo.
O hinduísmo é uma tradição religiosa1 que se originou no subcontinente indiano. Frequentemente é chamado de Sanātana Dharma (सनातन धर्म) por seus praticantes, frase em sânscrito que significa "a eterna (perpétua) dharma (lei)"2
Num sentido mais abrangente, o hinduísmo engloba o bramanismo, a crença na "Alma Universal", Brâman; num sentido mais específico, o termo se refere ao mundo cultural e religioso, ordenado por castas, da Índia pós-budista.De acordo com o livro História das Grandes religiões "o hinduísmo é um estado de espírito, uma atitude mental dentro de seu quadro peculiar, socialmente dividido, teologicamente sem crença, desprovido de veneração em conjunto e de formalidades eclesiásticas ou de congregação: e ainda substitui o nacionalismo"3 Entre as suas raízes está a religião védica da Idade do Ferro na Índia e, como tal, o hinduísmo é citado frequentemente como a "religião mais antiga",4 a "mais antiga tradição viva"5 ou a "mais antiga das principais tradições existentes".6 7 8 É formado por diferentes tradições e composto por diversos tipos, e não possui um fundador.9 Estes tipos, sub-tradições e denominações, quando somadas, fazem do hinduísmo a terceira maior religião, depois do cristianismo e do islamismo, com aproximadamente um bilhão de fiéis, dos quais cerca de 905 milhões vivem na Índia e no Nepal.10 Outros países com populações significativas de hinduístas são Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, ilhas Maurício, Fiji, Suriname, Guiana, Trinidad e Tobago, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.
O vasto corpo de escrituras do hinduísmo se divide em shruti ("revelado") e smriti ("lembrado"). Estas escrituras discutem a teologia, filosofia e a mitologia hinduísta, e fornecem informações sobre a prática do dharma (vida religiosa). Entre estes textos os Vedas e os Upanixades possuem a primazia na autoridade, importância e antiguidade. Outras escrituras importantes são os Tantras, os Ágamas, sectários, e os Puranas (AFI: [Purāṇas]), além dos épicos Maabárata (AFI: [Mahābhārata]) e Ramáiana (AFI: [Rāmāyaṇa]). O Bagavadguitá (AFI: [Bhagavad Gītā]), um tratado do Maabárata, narrado pelo deus Críxena (Krishna), costuma ser definido como um sumário dos ensinamentos espirituais dos Vedas.11
Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é adorado de muitas formas, representado por divindades individuais. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são vistos como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes, e realizar a verdadeira natureza de seu Ser.
A teologia hinduísta se fundamenta no culto aos avatares (manifestações corporais) da divindade suprema, Brâman. Particular destaque é dado à Trimurti - uma trindade constituída por Brama (Brahma), Xiva (Shiva) e Vixnu (Vishnu). Tradicionalmente o culto direto aos membros da Trimurti é relativamente raro - em vez disso, costumam-se cultuar avatares mais específicos e mais próximos da realidade cultural e psicológica dos praticantes, como por exemplo Críxena (Krishna), avatar de Vixnu e personagem central do Bagavadguitá.
Os hindus cultuam cerca de 330 mil divindades diferentes.12

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Krishna

Krishna

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Krishna tocando flauta
Krishna (sânscrito: कृष्ण) é uma figura central do Hinduísmo. Aparece em um amplo espectro de tradições filosóficas e teológicas hindus, sendo retratado em várias perspectivas: como um deus do panteão hindu, como uma encarnação de Vishnu ou ainda como a forma original e suprema de Deus. Krishna é o oitavo avatar de Vishnu.
Embora haja diferenças nas concepções da identidade de Krishna e nos detalhes de sua biografia, alguns aspectos básicos são compartilhados por todas as tradições. Estes incluem um nascimento milagroso, uma infância e juventude pastoris, e a vida como príncipe, amante, guerreiro e mestre espiritual ideais.
As principais Escrituras que discutem a história de Krishna são o Mahabharata, o Harivamsa, o Bhagavata Purana e o Vishnu Purana.
O culto a Krishna pode ser rastreado até meados do século IV a.C. A adoração a Krishna como svayam bhagavan, ou o Ser Supremo, surgiu na Idade Média, no contexto do movimento de bhakti. A partir do século X, Krishna torna-se o assunto favorito em artes cênicas e desenvolvem-se tradições regionais de devoção, como Jagannatha em Orissa, Vithoba em Maharashtra e Shrinathji no Rajastão.
Desde a década de 1960, a adoração a Krishna espalha-se também no Ocidente, em grande parte devido ao trabalho missionário de Bhaktivedanta Swami Prabhupada e sua Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna.
No Brasil existe referências dessa entidade referindo-se a 'Chistking" ou seja a Cristo - Rei (Imperador - Três vezes Coroado, Jeová - Presente - Jesus Cristo, vide Bíblia para crianças, publicação da Cúria Metropolitana de Porto Alegre. No chamado ecumenismo do Papa João XXIII, em que o Arcebispo Dom Felício da Cunha Vasconcellos descreve.
Krishna e Radha

Índice

Nome e títulos

A palavra em sânscrito kṛṣṇa é essencialmente um adjetivo que significa "negro", "azul" ou "azul-escuro". Como um substantivo feminino, kṛṣṇa é usado no sentido de "noite", "escuridão" no Rigveda. Krishna é um nome de Deus que significa “o todo atraente”, a Verdade absoluta.
O Mahabharata (Udyogaparva 71.4) analisa a palavra Kṛishna da seguinte maneira:
krishir bhu-vacakah sabdo nas ca nirvriti-vacakah
tayor aikyam param brahma krishna ity abhidhiyate
(Tradução) - A palavra 'krish' é a característica atrativa da existência divina, e 'na' significa 'prazer espiritual.' Quando o verbo 'krish' é adicionado ao 'na', ele se torna 'krishna', que indica a Suprema Verdade Absoluta.
Krishna também é conhecido por diversos nomes, epítetos e títulos, que refletem suas múltiplas qualidades e atividades. Entre os mais usados, estão Hari ("Aquele que tira" [pecados, ou que afasta samsara, o ciclo de nascimentos e mortes]), Govinda ("Aquele que dá prazer às vacas, à Terra e aos sentidos") e Gopala ("Protetor das vacas" ou, mais precisamente, "Protetor da vida").

Iconografia

Krishna é facilmente reconhecido por suas representações artísticas. Sua pele é retratada na cor preta ou azul-escura, conforme descrito nas Escrituras, embora em representações pictóricas modernas ele geralmente seja mostrado com pele azul.
Ele aparece usando um dhoti de seda amarelo, e uma coroa de penas de pavão. Representações comuns mostram-no como um bebê, um menino ou um jovem. Normalmente está com uma perna dobrada na frente da outra, levando uma flauta aos lábios, esboçando um sorriso misterioso, e acompanhado por vacas.
A cena no campo de batalha de Kurukshetra, nomeadamente quando se dirige a Arjuna no Bhagavad Gita, é outro tema comum para sua representação. Nessas cenas, ele é mostrado como um homem de dois braços atuando como cocheiro, ou com as típicas características da arte religiosa hindu (tais como braços ou cabeças múltiplas) e com atributos de Vishnu, como o chakra.

Biografia

Este resumo se baseia no Mahabharata, no Harivamsa, no Bhagavata Purana e no Vishnu Purana . Os fatos narrados ocorreram no norte da Índia, a maior parte nos atuais estados de Uttar Pradesh, Bihar, Haryana, Deli e Gujarat.

Nascimento e infância

Krishna e Yashoda - a mãe adotiva.
De acordo com o Bhagavata Purana, Krishna nasceu sem uma união sexual, mas por meio da "trasmissão mental" ióguica da mente de Vasudeva no ventre de Devaki. Baseado em dados das Escrituras e cálculos astrológicos, a data de nascimento de Krishna, conhecida como Janmastami, é o dia 18 de julho de 3228 a.C. Krishna pertencia ao clã Vrishni dos Yadavas, de Mathura, capital dos clãs Vrishni, Andhaka e Bhoja. Foi o oitavo filho da princesa Devaki e seu marido Vasudeva
O rei Kamsa subiu ao trono após mandar prender o próprio pai, Ugrasena (rei da dinastia Bhoja). Kamsa é tido como um grande demônio, que pertencia à classe dos Kshatriyas, mas que, de algum modo, havia se desviado do Dharma universal.
No caminho que conduzia os noivos até a nova casa, Kamsa escutou uma voz que dizia que o oitavo filho de Devaki iria levá-lo à morte. Imediatamente fez menção de matar Devaki, mas Vasudeva implorou pela vida da esposa, prometendo que cada filho que nascesse, seria levado à presença de Kamsa.
Receoso, mandou prender Vasudeva e a esposa no porão do castelo, sendo vigiados dia e noite por guardas. Cada filho do casal que nascia era morto por Kamsa, que mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas no oitavo filho, não tinha piedade de nenhum e matava a todos.
Kamsa havia sido alertado por Narada Muni que em breve Vishnu nasceria na família de Vasudeva. Soube também, através deste sábio, que em uma encarnação anterior, Kamsa havia sido um demônio chamado Kalanemi que tinha sido morto por Vishnu.
Conta a tradição védica que Kamsa, temendo que Vishnu nascesse em qualquer uma das famílias do reino, mandou matar todos os meninos com até dois anos de idade, a fim de evitar o cumprimento da profecia.
E foi então que o oitavo filho de Devaki nasceu - Bhagavan Sri Krishna. O local do nascimento é conhecido atualmente como Krishnajanmabhoomi, onde um templo foi erguido em honra. Como sua vida corria risco na prisão, foi tirado da prisão e entregue aos pais adotivos Yashoda e Nanda em Gokula.

Juventude

Krishna e Gopis na floresta
Nanda, pai adotivo de Krishna, era o líder de uma comunidade de pastores de gado. As histórias da infância e juventude contam a vida e relação com as pessoas da região. Uma dessas histórias conta que Kamsa, descobrindo que ele havia sido libertado da prisão, enviou vários demônios para impedir que isso acontecesse. Todos falharam. São muitas as façanhas de Krishna e as aventuras com as Gopis da vila, incluindo Radha, que se tornou mais tarde conhecida como o Rasa lila.

Krishna, o Príncipe

Krishna, então um jovem homem, retorna para Mathura, acaba com o governo de Kamsa, e institui o pai, Vasudeva, que havia sido aprisionado por Kamsa, como rei de Yadavas. Em seguida declarou a si mesmo príncipe da corte. Neste período iniciou a amizade com Arjuna e outros príncipes de Pandava do reino de Kuru. Casou-se com Rukmini, filha do rei Bishmaka de Vidarbha. Ele também teve outras sete esposas, incluindo Satyabhama e Jambavati.

A guerra de Kurukshetra

Krishna possuía primos em ambos os lados na guerra entre os Pandavas e os Kauravas, porém ele tomou o lado dos Pandavas e concordou em ser o cocheiro da carruagem de Arjuna - o primo e grande amigo - na batalha decisiva. O Bhagavad Gita consiste nos conselhos dados por Krishna a Arjuna, antes do início do combate.

Últimos dias

Segundo o Mahabharata, a Batalha de Kurukshetra resultou na morte de todos os cem filhos de Gandhari. Na noite antes da morte de Duryodhana, o Senhor Krishna visitou Gandhari para oferecer suas condolências. Pressentindo que Krishna conscientemente não tinha posto fim à guerra, Gandhari teve um acesso de raiva e tristeza, e amaldiçoou Krishna e toda a dinastia dos Yadu a morrerem no prazo de 36 anos.
Em um festival, uma briga começou entre os Yadavas, que exterminaram uns aos outros. Balarama, o irmão mais velho de Krishna, entregou conscientemente o corpo usando yoga. Krishna se retirou para a floresta e sentou-se debaixo de uma árvore em meditação. Um caçador chamado Jara confundiu o pé parcialmente visível de Krishna com um veado, e atirou uma flecha ferindo-o mortalmente.
De acordo com os eruditos vaishnavas, o corpo de Krishna é completamente espiritual, e não seria corruptível nem sujeito à morte e à deterioração. Mesmo assim, na execução de seus passatempos terrenos, ele aparenta nascer e morrer como uma pessoa comum.
Ao ver que tinha ferido Krishna, o caçador ficou muito perturbado e pediu perdão. Krishna então respondeu-lhe: "Você era Vali em seu nascimento anterior, e eu era Rama, que o matei secretamente. Você queria se vingar, e, assim, neste meu aparecimento, estou cumprindo seu desejo; tudo isso fazia parte do meu plano". Dizendo isso, Krishna partiu para Goloka, sua morada celestial.
Segundo as Escrituras hindus, o desaparecimento de Krishna ocorreu na meia-noite de 17 para 18 de fevereiro de 3102 a.C. e marca o fim de Dwapara Yuga e o início de Kali Yuga, a era da hipocrisia e das desavenças. Devido à presença de Krishna no planeta, o demônio Kali não se atreveu a manifestar-se com toda a sua força. Mas neste mesmo dia, Kali entra no mundo na forma do delito de ferir uma vaca - justamente o animal preferido de Krishna.

Devoção a Krishna

Krishna segundo o Bhagavata Purana

Segundo o Srimad Bhagavatam, Krishna é a forma original de Deus, superior a todas as outras expansões divinas, já que todas emanam dele. Krishna é um ser eterno, sem nascimento nem morte, que adotou uma manifestação temporária na terra para poder agraciar seus devotos e aniquilar os demônios - mas que simultaneamente está presente eternamente em seu planeta espiritual.

Gita Govinda

Vários trabalhos foram importantes na difusão da devoção a Krishna, especialmente o Gita Govinda, escrito por Jayadeva Goswami na Índia oriental, no século XII. Trata a respeito da relação íntima de Krishna com uma gopi em particular, Radharani (que no Mahabharata teve papel secundário).

Movimentos recentes de Krishna-bhakti

Derivações posteriores das primeiras tradições de devoção a Krishna incluem a que foi promovida pelo santo bengali Caitanya Mahaprabhu, no século XVI. Seus seguidores consideram-no uma encarnação de Krishna e Radharani num só corpo. Vários movimentos pertencem a esta tradição, entre eles o Movimento Hare Krishna.
Fundado em nova York pelo guru indiano Bhaktivedanta Swami Prabhupada em 1966, o Movimento Hare Krishna é o principal responsável pela disseminação contemporânea da figura de Krishna no Ocidente.

Ligações externas e Bibliografia

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Bhagavadgītā, V:7-11.

“Aquele que, vivendo entregue ao Yoga, é puro de coração, vence a si mesmo, disciplina seus sentidos e identifica seu Eu com o de todas as criaturas, mesmo ao realizar uma ação, não se prende a ela. “Eu nada faço” deve pensar o devoto instruído na Verdade quando vê, ouve, toca, come, anda, dorme, respira, fala, segura ou solta alguma coisa, abre ou fecha os olhos, considerando que “são os sentidos que se relacionam com os objetos”.
 Bhagavadgītā, V:7-11.

GANESHA, AQUELE QUE REMOVE OBSTÁCULOS

GANESHA, AQUELE QUE REMOVE OBSTÁCULOS

GANESHA, filho do Deus Shiva e Deusa Parvati da Trindade Hinduísta é um dos mais populares deuses da índia. É sempre invocado nas celebrações de nascimentos, casamentos, início de viagens, inaugurações de estabelecimentos comerciais e principalmente nos empreendimentos profissionais e financeiros, pois é considerado o DEUS DA BOA SORTE.

GANESHA significa em sânscrito “O Senhor de todos os seres”. Em suas imagens tem sempre um dos pés levantado e o outro no chão representando que ao sábio é necessária a elevação da consciência, mas sem perder a humildade. Aos seus pés há um rato simbolizando a capacidade do homem em dominar seus próprios desejos. A machadinha em sua mão significa não só o desapego, mas também justiça. Uma de suas presas quebrada demonstra a imperfeição e o fato de já ter superado a luta dos opostos, do bem e do mal, da alegria e da tristeza, da vida e da morte. A sua grande barriga indica que já digeriu o conhecimento e os obstáculos, por isso Ele é conhecido como o Removedor de todos obstáculos e limites.

Ao olhar a imagem de GANESHA, deve-se compreender a sua simbologia, ou seja, a evolução do homem no caminho da divindade. Assim “o cortar da cabeça” (Shiva, seu pai, cortou-lhe a cabeça e a substitui pela cabeça de um pequeno elefante, devolvendo-lhe a vida. O elefante simboliza a Imortalidade) representa a liberação de velhos padrões, o encerramento de antigos ciclos na busca do novo.

Em nossas vidas para atrairmos a “boa sorte”, também temos que remover obstáculos, limites, ilusões e falsos conceitos que são as barreiras que impedem de percebermos novas oportunidades e co-criarmos nossos objetivos.

Kumara Muruga, o “Invencível” é o segundo filho de Deus Shiva e de Deusa Parvati também conhecido como Kartikeya, Skanda, Subrahmanya, ou Shanmukha. Ele é o Ser responsável pelo Poder do Cinturão de Fótons das Plêiades que iniciará a Idade de Ouro em 2012.
Esse cinturão de luz é assim como um veículo de interação eletromagnética que se propaga a velocidade da luz, acarretando um bombardeamento de raios gama em cada átomo do nosso corpo, alterando elétrons e prótons. Tornando-se um só que potencializa as ondas celebrais, metabolismo e aura, ou seja, cada átomo do corpo físico se transforma em fóton, em luz.

Portanto Muruga é um dos Seres mais ativos nestes momentos de transformação.
Ele incorpora 2 energias dos arquétipos mais fortes : SHIVA e SHAKTI , que leva à Iluminação. ( O Poder da Verdadeira Sabedoria ) Ele é o Senhor da Retidão, Aquele que protege o dharma, destruindo o mal. É representado como uma deidade de seis cabeças, simbolizando os cinco elementos e a mente, que devem estar em harmonia para que haja o crescimento mental, intelectual e espiritual.
Ele possui duas consortes, Valli simbolizando o desejo e Devasena, simbolizando, o poder da ação.
Muruga, ou Murugan significa Senhor com seis faces. Costuma ter um pavão a seu lado e está sempre segurando várias armas em suas doze mãos, como o dardo da Proteção, o disco da sabedoria e da verdade, a maça da força, o arco da vitória e - principalmente - sua poderosa lança que remove a ignorância. A lança não é uma mera arma. Ela própria é uma deidade. O pavão (que é a ave nacional da Índia) é um pássaro cujo comportamento é imprevisível, uma vez que seus humores são influenciados pelas condições climáticas. Assim, o pavão simboliza o ego, que causa comportamentos imprevisíveis nos seres humanos. O uso do pavão pelo Senhor Muruga passa a idéia que o controle do ego é necessário para o avanço espiritual.
Muruga é o Ser que pode nos dar tudo o que precisamos : Beleza, Coragem, Saúde, Sucesso, Remoção de Dívidas, Poder de Atração, Cura de Relacionamentos, remoção de Karmas e muito mais.

Muruga diz : " Não tema, Eu estou aqui ." Muruga traz Coragem e Vitória. É necessário o esforço de vencer uma batalha para que cada um conheça seu poder interno. Com a ajuda da Luz interna, cada um pode sublimar o ego e atingir o êxtase e a pura Sabedoria.
Quando invocamos por Muruga, Ele Liberta uma grande quantidade de energia que vence as doenças, as dívidas e as negatividades.
Muruga quando invocado, restabelece a saúde, cria um ambiente de positivismo e cura problemas ligados à relacionamentos com coragem e sabedoria e a abundância financeira vem ao nosso encontro.

A história de Muruga

Conta-se que sentindo compaixão pelo apuro dos devas que haviam sido forçados a viver como escravos o Senhor Shiva resolveu criar uma deidade todo-poderosa, que não iria apenas derrotar e destruir o mal, mas também se tornaria um mestre universal do conhecimento mais elevado. O Senhor Shiva meditou e expeliu centelhas de fogo divino do Seu terceiro olho, representando o elemento, fogo, que caíram, elemento do espaço e do elemento ar ou vento, no Rio Ganges, que representa a Mãe Divina na forma do elemento água e ela carregou esses raios divinos ao Lago Saravana e os deixou lá, onde se transformaram em seis bebês deitados em flores de lótus, que brotam da lama, portanto o lago representa o elemento da terra.
Então a deusa Parvati, consorte de Shiva, tomou os bebês em Seus braços e eles se tornaram uma única linda criança com seis cabeças. Assim, o Senhor Muruga foi criado dos cinco divinos elementos e o sexto elemento da Mãe divina que Lhe dá a sabedoria suprema. É uma sublime combinação das forças espirituais, prontas para combater as mais poderosas forças do mal.
Alguns escritos contam outra história: Shiva ainda estava de luto pela morte de sua esposa Sati, até que os deuses a trouxeram de volta como Parvarti. Mas, em seu celibato, Shiva não queria ter filhos. Os deuses então conseguiram encontrar algumas gotas do sêmen de Shiva, mas não conseguiram carregá-la, deixando-as cair entre as seis estrelas das Plêiades. Lá nasceu Muruga que desenvolveu seis faces, uma para cada mãe estelar.

O Mantra cósmico de Muruga é SARAVANABAVA.

Namastê!

terça-feira, 28 de maio de 2013

O OLHO ''ÚNICO'' OU ESPIRITUAL

O OLHO ''ÚNICO'' OU ESPIRITUAL

“A lâmpada do corpo é o olho; de sorte que, se o teu olho for único, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, o teu olho for mau, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a própria luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mateus 6:22-23).

A luz reveladora de Deus, no corpo, é o olho único no centro da fronte, percebido em meditação profunda – a entrada para a presença de Deus. Quando o devoto é capaz de ver através desse olho espiritual, ele contempla todo o seu corpo como também seu corpo cósmico repletos da luz de Deus que emana da vibração cósmica.

Fixando a visão dos dois olhos no ponto entre as sobrancelhas, durante a concentração interiorizada da meditação, podem-se focalizar as energias ópticas positiva e negativa dos olhos direito e esquerdo, unificando suas correntes no olho único de luz divina. O homem ignorante, materialista, desconhece essa luz. Mas todo aquele que tenha praticado ainda que um pouco de meditação pode vê-la ocasionalmente.

Quando o devoto é mais adiantado, ele vê essa luz à vontade, com olhos abertos ou fechados, à luz do dia ou na escuridão. O devoto altamente desenvolvido pode contemplar essa luz pelo tempo que deseje; e, quando sua consciência se torna capaz de penetrar essa luz, ele ingressa nos mais elevados estados de realização transcendente.

Quando, porém, o olhar e a mente de um indivíduo se afastam de Deus e se concentram em motivações más e ações materialistas, sua vida se torna repleta das trevas da ignorância ilusora, da indiferença espiritual e dos hábitos que geram sofrimento.

A luz cósmica interior e a sabedoria permanecem ocultas. “Quão grandes [são as] trevas” do homem materialista que ele pouco ou nada sabe da realidade divina, aceitando – seja com satisfação, seja com ressentimento – tudo que a ilusão
tenha a lhe oferecer ao longo do caminho. Viver em tal pantanosa ignorância não é uma vida apropriada para a consciência da alma que habita o corpo.

O homem espiritualizado – com corpo e mente iluminados em seu interior pela luz astral e pela sabedoria, tendo eliminado as sombras das trevas físicas e mentais e alcançado a percepção do cosmos inteiro repleto da luz, sabedoria e alegria de Deus –, aquele em quem a luz da Autorrealização está plenamente manifesta, recebe indescritível alegria e permanente orientação da sabedoria divina.

Paramahansa Yogananda, A Yoga de Jesus