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sábado, 25 de maio de 2013

Conferência quer promover sustentabilidade baseada em conservação

Conferência quer promover sustentabilidade baseada em conservação

Agência Brasil
O encontro se estenderá até o dia 31 deste mês. O evento pretende contribuir para a melhor conservação da biodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais, visando ao aumento das oportunidades econômicas e à redução da pobreza.
Para o consultor da organização não governamental Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) Osvaldo Barassi, um dos representantes brasileiros na conferência, a consequência positiva que ela trará é a formação de uma rede de comunicação futura, pós-congresso. “Aí está a força do congresso: todos os participantes indígenas vão poder contar com uma rede de comunicação  daí para a frente”, disse à Agência Brasil.
Barassi  estimou  que essa rede poderá levar à ampliação da  elaboração de políticas voltadas para a sustentabilidade no mundo, na medida em que facilitará a articulação entre os setores público e privado, entre governos e empresas. “É uma oportunidade de todas as organizações que trabalham pelas causas dos temas indígenas e  da sustentabilidade ambiental se encontrarem  e começarem  daí a  gerar projetos futuros, contatos”.
Um estudo de caso de treinamento de proteção territorial desenvolvido pela ECAM com tribos indígenas da Região Amazônica, desde o Amapá até Rondônia, será a base da palestra que Osvaldo Barassi fará na conferência. Ele salientou a importância de mostrar como as comunidades indígenas estão se capacitando  para fazer uma proteção efetiva dos seus territórios. Ou seja, como os índios estão se preparando para enfrentar os desafios ambientais, principalmente.
Barassi não tem dúvidas que a divulgação dessas práticas  positivas dos povos indígenas pode contribuir para que elas sejam replicadas por todo o mundo. O treinamento já capacitou como agentes ambientais 190 indígenas de 50 aldeias e de 30 etnias. O projeto pode se estender para outras tribos do país. Capacitação semelhante, para formação de guardas-parque indígenas, existe na Colômbia e na Austrália, por exemplo, informou Barassi.
Ele lamentou que poucos países da América Latina estejam enviando representantes para a conferência da Austrália. “Faltam Argentina, Chile, Peru, Bolívia, que concentram grande população indígena. Ainda é pouco. Mas já é um começo”.
O Brasil será representado ainda por Cristina Timponi  Cambiaghi, assessora para Assuntos Internacionais da Fundação Nacional do Índio (Funai), que falará sobre gestão ambiental e territorial como paradigma para o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

História do Dia Mundial da Água

Cerca de 40% da população mundial pode ficar sem água até 2030, alerta ONU
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou que até 2030 quase metade da população global terá problema de abastecimento. Isso vai acontecer porque, daqui a 17 anos, a demanda por água vai superar a oferta em mais de 40%.
Ele falou, ainda, que com a mudança climática e as necessidades das populações que crescem e prosperam, os governos terão de trabalhar juntos para proteger essa fonte natural.


História do Dia Mundial da Água
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 
Frases sobre o Dia Mundial da Água:
- Água é vida. Vamos usar com inteligência para que ela nunca falte.
- O futuro de nosso planeta depende da forma com que usamos a água hoje.
- Todo dia é dia de água, pois ela está presente em tudo e em todos.
- O Dia Mundial da Água não é só para pensar, mas principalmente para agir: vamos usar este recurso natural com sabedoria para que ele nunca acabe.
- Sem a água não haveria vida na Terra! Pense nisso neste Dia Mundial da Água.
Você sabia?
- A Unesco estabeleceu que 2013 é o Ano Internacional de Cooperação pela Água.

15 novas aves são identificadas na Amazônia

15 novas aves são identificadas na Amazônia

Desde a segunda metade do século XIX a ornitologia brasileira não dava uma contribuição tão significativa para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade: 15 novas espécies de aves da Amazônia nacional foram identificadas. Elas serão formalmente descritas pela primeira vez numa série de artigos científicos previstos para serem publicados em julho num volume especial do Handbook of the birds of the world, da espanhola Lynx Edicions.
Onze das novas espécies são endêmicas do Brasil e quatro podem ser encontradas também no Peru e na Bolívia. Oito ocorrem somente a oeste do rio Madeira, na parte ocidental da Amazônia; cinco habitam exclusivamente terras situadas entre esse curso d’água e o rio Tapajós, no centro da região Norte; e duas vivem apenas a leste do Tapajós, no Pará, na porção mais oriental da floresta tropical.
No volume especial do Handbook, os autores descrevem a morfologia (formas e estruturas), a genética e a vocalização (canto e sons) das novas espécies. Por meio de mapas específicos para cada espécie, mostram ainda seus locais de ocorrência. No entanto, até que o livro seja oficialmente publicado, o nome científico e alguns detalhes sobre a anatomia e o modo de vida das novas espécies não podem ser divulgados.
Dessas aves até agora desconhecidas e sem registro na literatura científica, a maior e mais espetacular é uma espécie de gralha, do gênero Cyanocorax, com cerca de 35 centímetros de comprimento, que vive apenas na beira de campinas naturais situadas em meio à floresta existente entre os rios Madeira e Purus, no Amazonas.
“Essa gralha está ameaçada de extinção”, diz Mario Cohn-Haft, curador da seção de ornitologia do Inpa, principal descobridor do cancão-da-campina, nome popular cunhado para a ave. “Seu habitat está em perigo e podemos perder a espécie antes de ter tido tempo de estudá-la a fundo.”
Sua principal região de ocorrência é um complexo de campinas, distante 150 quilômetros ao sul de Manaus, numa área próxima à rodovia BR-319, que liga a capital amazonense a Porto Velho. A estrada está sendo reformada e os pesquisadores temem que o acesso facilitado ao local coloque em risco o hábitat da espécie.
“A nova gralha também ocorre numa zona de campos naturais no sul do Amazonas, próximo a Porto Velho, onde há muitos colonos do Sul do país, que a confundem com a gralha-azul [um dos símbolos do Paraná]”, diz Cohn-Haft.
Por Marcos Pivetta - Agência Fapesp

Sistema de irrigação movido a energia solar é criado para agricultores de baixa renda

Sistema de irrigação movido a energia solar é criado para agricultores de baixa renda

Um sistema de irrigação movido a energia solar foi criado pela International Development Enterprises (iDE) e deverá chegar em breve ao mercado internacional, com preços acessíveis. A solução sustentável foi desenvolvida para agricultores de subsistência, mas poderá ser usada por todos os proprietários de plantações, uma vez que o dispositivo dispensa o uso de combustíveis ou eletricidade para funcionar, reduzindo gastos.
Nomeado SunWater, o sistema de irrigação é uma alternativa mais barata para atender os agricultores de regiões secas, como desertos e sertões. Nestes locais, a maior parte da atividade agrícola é de subsistência, e a escassez da água gera vários problemas, diminuindo a produção das culturas e prejudicando a atividade pecuária – o que causa impactos diretos na renda das famílias que dependem da terra para sobreviver.
Além de eliminar o uso de combustíveis fósseis, que têm preços altos e poluem o ar com altos níveis de CO2 e gases tóxicos, o SunWater não precisa da energia disponível na rede elétrica – que nem sempre está ao alcance das populações que sobrevivem da produção agrícola. Além disso, o equipamento ajuda a popularizar os sistemas de geração fotovoltaica nas áreas rurais.
Como o SunWater é movido pela energia do sol, o agricultor não terá custos de combustível e o uso do equipamento não será cobrado na conta de luz. Segundo o Inhabitat, cada exemplar do SunWater vai custar R$ 5.856, incluindo a perfuração do poço, o sistema de armazenamento da água e a própria bomba, que rega a plantação. O produto ainda passa por testes, mas já está em fase de captação de recursos. Com informações do Inhabitat.
Redação CicloVivo

Pesquisadores avaliam impactos do desmatamento na Amazônia

Pesquisadores avaliam impactos do desmatamento na Amazônia

Um grupo de pesquisadores da Unesp está avaliando os impactos dos desmatamentos nos igarapés do rio Machado, no estado de Rondônia. O biólogo Gabriel Lourenço Brejão, pós-graduando da Unesp de São José do Rio Preto, um dos pesquisadores do grupo, usará os peixes coletados nos igarapés como modelos para verificar como o desmatamento afeta a biodiversidade e a funcionalidade em comunidades de riachos.
“Acreditamos que os resultados do estudo irão ajudar a compreender como o processo de desmatamento afeta a comunidade de peixes, e apontar as áreas mais indicadas para direcionar possíveis investimentos em restauração ecológica de áreas degradadas”, explica o biólogo.
 “O processo de desmatamento continua atualmente, com a expansão das cidades, abertura de novas estradas e grandes empreendimentos agropecuários, mas mesmo com um cenário de degradação tão acentuado, ainda é possível encontrar áreas de floresta intacta em grandes fragmentos localizados na região do baixo rio Machado, mais próxima ao rio Madeira”, complementa o pesquisador.
O projeto, intitulado “Peixes de riachos de terra firme da bacia do rio Machado, RO” é realizado pelo Laboratório de Ictiologia da Unesp de São José do Rio Preto (Labict) e coordenado pela professora Lilian Casatti, com colaboração dos professores Francisco Langeani, do Labict, e Silvio Frosini de Barros Ferraz, do Laboratório de Hidrologia Florestal da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).