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segunda-feira, 15 de julho de 2013

LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA

LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA

por Pedro Crepaldi Carlessi (Pedrinho) – Ogã
No dia 13 de maio, juntamente com a comemoração da abolição da escravatura, a Umbanda entra em festa para saudar uma das suas linhas de trabalho mais antiga: os Pretos Velhos.
E quais são as ervas de preto velho? Ora, toda erva pode ser utilizada por pretos velhos! Embora muitos textos disponíveis na internet classifiquem as ervas pelos diferentes guias espirituais (ervas de caboclo, de preto velho, de boiadeiro, etc), observamos que na prática, essa classificação é bastante falha. As plantas utilizadas na Umbanda variam de acordo com as espécies botânicas disponíveis na região, cultura e tradição da casa de santo. As entidades espirituais que atuam nas sessões de passe e consulta utilizam estas espécies como ferramenta de trabalho e escolhem as ervas de acordo com a necessidade do consulente.
Porém, se existe uma planta que é tipicamente de pretos velhos, esta planta é a Lágrima-de-Nossa-Senhora (Coix lacryma-jobi L.), também conhecida por Capiá, Capim-Rosário, Capim-de-Conta e Capim-Missanga. Embora seja nativa da Ásia, a planta se adaptou tão bem no Brasil que hoje é utilizada em terreiros do país inteiro. Na casa de São Lázaro, as folhas são empregadas no preparo do amací de Oxum e Iansã, mas o grande segredo dessa planta está nas sementes!
A semente da Lágrima-de-Nossa-Senhora é rígida e globulosa, naturalmente já é polida e perfurada ao centro. Sua coloração varia entre o preto e branco, cores do Orixá Obaluaiê, regente desta linha de espíritos. A simplicidade do material, beleza e significado destas sementes, faz com que ela seja a preferida dos pretos velhos para confecção de fios de conta, rosários e patuás.
Plantar uma Lágrima-de-Nossa-Senhora é tarefa simples: Deixe as sementes de molho em água por um dia. Em seguida, plante em terra adubada. Entre uma e duas semanas os brotos já terão germinado e em 4-5 meses, você já poderá colher as suas bio-jóias!
Lágrima de Nossa Senhora
Salve os mestres da sabedoria e da humildade! Salve os pretos velhos!
Axé!

ESPADA DE OGUM

ESPADA DE OGUM

por Pedro Crepaldi Carlessi (Pedrinho) – Ogã
A espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata, L), também conhecida por espada de Ogum, rabo-de-lagarto e língua-de-sogra é uma das mais importantes ervas do culto afro-brasileiro e uma entre as muitas plantas trazidas pelos escravos africanos ao Brasil. Acredita-se que seja nativa da região entre Nigéria e Congo, porém, não foi só por aqui que a espada se estabeleceu: na China e Japão é conhecida por rabo-de-tigre, e na Turquia como espada-de-paxá.
Espada de Ogum
Na umbanda, é utilizada em banhos, amacís, rituais de bate-folha, no afaste de eguns e de energias densas, podendo também ser usada como protetora de ambientes, quando em vasos. A espada de São Jorge é a principal folha de Ogum, orixá guerreiro filho de Yemanjá, senhor do ferro e do fogo. Assim como o orixá, a espada de São Jorge é uma protetora por excelência.
Por ser uma erva de limpeza poderosa, o banho com Espada de São Jorge deve ser restrito para limpezas profundas. Ervas como esta, quando usadas repetidamente, removem as energias densas e também as sutis, enfraquecendo aquele que a faz uso.
Embora seja pouco comum, a espada de São Jorge pode ser irritante quando em contato com a pele. Coincidência ou não, muitas plantas utilizadas para a limpeza astral são ricas em substâncias químicas irritantes como, neste caso, poliacetilenos e outros ácidos orgânicos. Ao utilizar a planta em banhos, fique sempre atento a sinais na pele e coceiras, evite banhos muito concentrados e jamais faça chás com esta planta.
Ao coletar a espada para preparar o seu banho, lembre-se de saudar Ossaim, senhor de todas as folhas, e Exu. Assim como nós, as plantas também possuem protetores. Os reverencie com pontos cantados ou orações e peça licença para utilizar aquele vegetal.
Quer uma espada de São Jorge para proteger a sua casa? O cultivo dessa erva é muito fácil. As mudas podem ser preparadas por estaquia com as folhas, ou por divisão do rizoma (raiz). Adapta-se bem a vasos, não exige muita luz ou solos férteis e permanece firme mesmo com pouca água.
Lembre-se, a natureza é a manifestação viva dos Orixás. Se disponha a interagir com as plantas e cultive as espécies que mais utiliza. Respeite e cuide da mãe terra com amor, afinal, somos filhos dela e a ela retornaremos.
Axé!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

DICAS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS:

DICAS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS:
Em nosso corpo, cada um dos órgãos que funcionam involuntariamente têm duas horas de máxima atividade diária, portanto o relógio do corpo humano simboliza de forma didática os horários e as plantas medicinais com maior atividade em relação ao órgão correspondente.
Mas é importante lembrarmos que tanto um remédio quanto um medicamento dependem da qualidade da matéria-prima produzida, por isso, toda a planta medicinal deve ser cultivada de maneira orgânica (limpa e sadia).
Veja na imagem qual a melhor hora para usarmos cada planta:

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Orquídea Dracula símia e Orchis simia

Orquídea Dracula símia e Orchis simia:

Drácula simia (aqueles que se parecem com rostos de macacos) e Orchis simia (que se assemelham a pequenos macacos dançantes).

A Drácula simia só é encontrada nas florestas do Sudeste do Equador em altitudes que variam de 1.000-2.000 metros, e seu cheiro se assemelha a laranjas maduras.

As flores Orchis simia são encontradas na Europa, no Mediterrâneo, Rússia, Ásia Menor e do Irã e as flores tem cheiro forte de fezes!

Poder Vegetal

Poder Vegetal

A MAGIA DAS PLANTAS

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"Antigamente, os animais eram dotados de fala e viviam em alegre harmonia com os homens, mas a humanidade começou a reproduzir-se tão depressa que os animais foram forçados a morar nas florestas em lugares desertos, e a velha amizade entre animais e homens foi esquecida.
Quando os homens inventaram armas e passaram a caçar animais para alimento e obtenção de suas peles, a distância aumentou ainda mais. Os animais começaram a pensar em modos de retaliação. Cada espécie animal se reuniu e resolveu declarar guerra aos homens também: a tribo dos Ursos, com o chefe Velho Urso Branco, os Veados com o chefe Pequeno Veado, os Répteis, os Peixes e por fim os Pássaros, os Insetos e outros pequenos animais.
Cada tribo decidiu causar um tipo de doença nos homens: os Veados causariam reumatismo, Répteis e Peixes assombrariam os homens durante seus sonhos, enlouquecendo-os etc, etc.
As plantas, que eram amigas dos homens, ouvindo os planos dos animais, decidiram ajudar os homens: cada árvore, arbusto, relva ou mesmo erva decidiu criar um remédio para algumas das doenças referidas.
Quando o médico tinha dúvidas no que dizia respeito ao tratamento de um paciente, o espírito da planta sugeria um remédio adequado, foi assim que nasceu a medicina."
Mito Iroques (tribo indígena Norte-Americana)
Na minha pesquisa terapêutica, encontrei aliadas muito poderosas, as ervas medicinais. Aprendi a amar as ervas. Elas são uma preciosa dádiva, e o conhecimento do seu uso os xamãs deixaram como herança humanidade. Os xamãs têm a capacidade de se comunicar com o espírito das ervas, e o conhecimento era passado de pai para filho.
Neste caminho tive a felicidade de encontrar uma irmã muito querida, uma xamã, uma cigana, uma bruxa, uma erva-viva chamada Maly Caran, e algumas dicas aqui são dela própria.
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Usar plantas medicinais, não significa apenas tomar chá. É necessário que saibamos como manipular cada tipo de erva, para cada tipo de situação. Não adianta também queremos conhecer todos os tipos de ervas medicinais, o mais importante é conhecer bem aquelas que você escolheu para trabalhar.
Usar plantas, fazer chás é uma coisa, porém conhecer os mistérios do espírito da planta, é a magia. Quero destacar também o xamã, poeta e pintor onírico Mario Mercier, que descreve como ninguém o segredo da magia da floresta.
As plantas captam nossa mente, no livro “A Vida Secreta das Plantas” de Peter Tompkins e Christopher Bird, relatam experiências científicas realizadas com o galvanômetro, parte de um detector de mentiras, comprovando que as plantas reagem de acordo com os nossos pensamentos.
O legado que temos das plantas medicinais é graças aqueles que, lá nos primórdios, ousaram acreditar nas suas intuições. Eles (as) se comunicam com o espírito da plantas. Existiram pessoas inspiradas que se dedicaram a trazer soluções para as angústias humanas.
Acredito que Deus nos deixou uma enorme farmácia natural e nós não precisamos pagar nada por isso. Estudamos hoje o conhecimento que adquirimos através dos tempos. É preciso muitos casos e experiência pessoal para que possamos indicar alguma coisa.
A evolução humana foi possível graças àqueles que experimentaram e compartilharam. Não devemos ter medo do conhecimento, como se tivéssemos comendo um fruto proibido. Nós temos uma vantagem sobre nossos ancestrais, pois podemos nos organizar para estudar uma planta através da tecnologia e de vasto material existente. Mas o estudo principal é : plantar .
Li uma vez uma reportagem de um grande jornal da cidade de São Paulo, com a seguinte manchete :
Pesquisadores da USP descobrem que Espinheira-Santa é eficaz no tratamento de gastrite e ulcera
E o Brasil,começa a exportar cápsulas de Espinheira-Santa para o Japão. Possivelmente sua bisavó já dava chá de espinheira -santa para a sua avó quando ela tinha problemas estomacais, mas, depois de 100 anos, a ciência conseguiu comprovar os ensinamentos da vovó. E é através dos mateiros, índios, e sensitivos, que a medicina pode estudar as espécies vegetais, pois é delas que se extraem as matérias primas para os medicamentos.
Os mistérios e a magia da Mãe Natureza são tantos, que é difícil acreditar em algo que não seja "comprovado cientificamente. No estudo das plantas, quanto mais as estudamos, mais chegamos a conclusão que sabemos muito pouco. É óbvio que as plantas não podem ser utilizadas indiscriminadamente.
Segunda uma grande erveira, uma grande irmã a Maly Caran, no seu jardim estão as respostas para a sua saúde.
Quando uma erva cresce espontaneamente no seu jardim, ela tem algo para ensinar. E as principais são as chamadas "daninhas". Na verdade não existem ervas daninhas, todas elas tem sua aplicabilidade e suas restrições. Vamos ver algumas ervas daninhas :
Caruru : rica em ferro, potássio e cálcio
Beldroega: rica em proteínas, vitaminas A,B,C, cálcio, fósforo e ferro. Usada na cura do escorbuto, para tumores, diurética e vermífuga.
Dente-de-Leão : combate a febre, depurativa, anti-hemorrágicas, etc.
Jambu : usadas no tratamento da boca e da garganta, dor-de-dente, cólicas, etc
Jurubeba : estimulante hepática, desopilam o fígado, etc.
Ora-pro-nobis : é chamada de "carne de pobre" pelo seu alto valor de proteínas, emoliente, laxativas, os frutos são expectorantes
Serralha : para abrir o apetite, laxante, etc.
Tanchagem : para inflamações da garganta, úlceras, cicatrizante, etc.
Estas e outras são consideradas "as plantas danadas ", ou seja danadas de boas.
Maly Caran recomenda o maior cuidado é o carinho e trato para com elas, pois são seres que nos ensinam na vida terrena. Além disso, aprender a forma certa de plantio e colheita, preparo, fases da lua e contra-indicações. Esses são fatores mandatórios para trabalhar com bem com ervas.

Preparação

INFUSÃO
Para partes macias das plantas, folhas e flores, coloca-se a erva triturada, em recipiente de porcelana, ou de barro, ou ainda, de vidro, despejando água fervente, deixando em repouso por 15 minutos, coberta por um pano branco.
DECOCÇÃO
Para madeiras, raízes, sementes, caules ou partes duras das plantas. Pega-se um recipiente e coloca-se a planta junto com a água fria e leve ao forno, dependendo da planta, por 10, 20 ou 30 minutos. Existe um te3rmo “decoto de meio”, que significa deixar a água fervendo até que se reduza a metade de seu volume, depende da indicação.
MACERAÇÃO
Principalmente para folhas e flores. Coloca-se uma erva triturada em recipiente de porcelana, despejando água fria, cobre-se o recipiente, deixando-o repousar em local fresco, por um ou mais dias, dependendo da indicação. Este preparo permite uma maior duração. A maceração também é feita com vinho, álcool, óleo, azeite.
COAGEM
Deve ser feita sempre em filtro de algodão ou linho. Também podem ser usados coadores descartáveis.
TINTURA
É preparada colocando as ervas em imersão no álcool, principalmente o de cereais.
Coloque a erva triturada em vidros, de preferência âmbar, até 30% do volume, adicione o álcool até completar 90% e complemente os 10% restantes com água destilada. Guarde o vidro em local escuro ou enterre-o por 20 ou 30 dias.
UNGUENTOS
Para uso externo. Três partes do sumo fresco da erva a ser utilizada, para cada 10 partes de gordura vegetal. Cozinhar em banho-maria durante uma hora.
COMPRESSAS
Para ferimentos, batidas. Lava-se bem a planta, antes de aplicar nas feridas, espreme-se a planta diretamente sobre a pele, coloca-se a planta sobre a pele e amarra-se com uma faixa. Podem ser feitas compressas com chás e tinturas, neste caso é recomendado utilizar um pano de algodão dobrado três vezes, embebido no líquido e colocar em cima com um pano seco.
PÓS
Cascas e rizomas podem ser reduzidos a pó. Neste caso elas devem estar bem secas e serem piladas.
XAROPES
Erva seca ou verde triturada, adiciona-se uma xícara de água fervente, deixando em repouso por 2 horas, filtrar, colocando na proporção de um para um, mel ou açúcar mascavo derretido. Pode ser adicionado extrato de própolis para conservar.
BANHOS
Podem ser preparados por infusões e macerações à frio.
DEFUMAÇÕES
O efeito é sempre melhor se utilizarmos com o material mágico apropriado. Conchas e turíbulos com carvão.
As plantas nascidas no seu próprio habitat, possuem uma força maior do que as cultivadas. Segundo Maly, a planta que cresce naturalmente no seu próprio jardim é aquela que veio para cura-lo. . Quando vamos colher as plantas, precisamos estar atentos se não estamos muito próximos ao asfalto, porque a erva pode estar afetada pelos gases dos automóveis, verificar se na área existe o uso de agrotóxicos.