domingo, 21 de setembro de 2014

Cientista mineira revoluciona física com fotografia quântica


Cientista mineira revoluciona física com fotografia quântica


Tudo o que enxergamos é o reflexo da luz sobre os corpos. Quando você tira uma fotografia, o que a lente da sua câmera capta é esse mesmo reflexo. Assim, pelos princípios básicos da óptica – parte da física que trata da luz e dos fenômenos da visão –, se não há luz, não há imagem. Mas a descoberta de uma pesquisadora mineira veio para virar esse conceito de cabeça para baixo.
Gabriela Barreto Lemos, 32, pós-doutoranda do Instituto de Óptica Quântica e Informação Quântica de Viena, na Áustria, conseguiu fazer uma foto não a partir da iluminação de um corpo, mas de um tipo de “telepatia” entre fótons – partículas minúsculas e elementares que formam a luz. Assim como a matéria é formada pelos átomos, um feixe de luz é formado por fótons.
Nessa técnica de fotografia quântica, a cientista e sua equipe dispararam um feixe de laser verde para um cristal, que aniquila um fóton verde do laser e, no lugar dele, cria dois fótons gêmeos, um vermelho e outro infravermelho. “É como se fosse um gêmeo gordo e um magro”, explica ela. O fóton infravermelho é enviado em uma trajetória e atravessa uma placa de silício com a imagem de um gato. Já o fóton vermelho segue um caminho diferente: é refletido em um espelho e enviado para uma câmera fotográfica .
Para surpresa geral – até do famoso físico Albert Einstein, se estivesse vivo –, a câmera registrou a imagem do gato. “É como se eu iluminasse um objeto em um quarto e a imagem aparecesse em uma câmera que está em outro quarto diferente”, compara Gabriel.
H-C
Resultado. As imagens do gato foram produzidas por um fóton que nunca chegou a iluminar a matriz
O experimento demonstrou o chamado “entrelaçamento quântico” – fenômeno pelo qual duas partículas podem estar interconectadas de forma a uma “sentir” o que acontece com a outra, mesmo que elas estejam separadas. “Se considerarmos dois irmãos gêmeos, é como se um deles tivesse uma dor de barriga e o outro sentisse a dor, mesmo sem estar passando mal”, explica a cientista.
Aplicação. Ainda que pareça coisa de ficção científica, o experimento de Gabriela pode ter aplicações práticas muito próximas da vida de qualquer um. “O que andamos conversando e discutindo são aplicações na área da biologia. Uma amostra sensível, por exemplo, poderia ser iluminada por um fóton de energia mais baixa e a imagem poderia ser produzida por seu gêmeo de energia mais alta”. Isso poderia abrir novos horizontes para uma série de exames, para citar um uso possível.
Novos passos
Pesquisa. Gabriela agora pretende testar seu sistema em modelos vivos. Se tudo der certo, em breve ela poderá fazer uma fotografia quântica de um gato de verdade.
Para estudiosa, falta dinheiro para pesquisas no Brasil
A pesquisadora Gabriela Barreto Lemos afirma que pretende voltar para o Brasil, mas ainda não tem certeza. “O problema no Brasil é que o dinheiro para pesquisas é muito mais difícil. Conhecimento, bons pesquisadores e professores há, mas o dinheiro disponível é muito menor”, critica.
Essa restrição financeira, segundo ela, compromete os resultados. “Poderíamos fazer muito mais se pudéssemos comprar equipamentos”.
Ela ainda defende que o país deveria investir em intercâmbios entre cientistas brasileiros e estrangeiros. “Muitas vezes, trabalhos de alta qualidade do Brasil têm menos visibilidade do que um da Áustria. Precisamos ter mais colaborações internacionais e trazer mais instituições estrangeiras para ver o que está sendo feito no Brasil”, sugere.
Fonte: O Tempo
PUBLICADO EM 17/09/14

Umbanda – A Cabocla Jurema

Umbanda – A Cabocla Jurema

Sobre a Origem da Cabocla Jurema 


O texto fala Sobre a Origem da Cabocla Jurema e esta sendo igualmente uma entidade espiritual, uma "cabocla", ou divindade evocada tanto por indígenas, como remanescentes, herdeiros diretos em cerimônias do Catimbó, de cultos afro-brasileiros e mais recentemente na Umbanda.
Origem da cabocla jurema

Dentre os estudos da antropologia brasileira, Jurema ocupa um lugar singular. O próprio termo comporta denotações múltiplas, que são associadas em um simbolismo complexo. Além do sentido botânico (1), a palavra Jurema designa ainda pelos menos três outros significados.
Preparado líquido à base de elementos do vegetal, de uso medicinal ou místico, externo e interno, como a bebida sagrada, "vinho da Jurema"; cerimônia mágico-religiosa, liderada por pajés, xamãs, curandeiros, rezadeiras, pai de santo, mestras ou mestres juremeiros que preparam e bebem este "vinho" e/ou dão a beber a iniciados ou a clientes;


Numa primeira fase da colonização, a resistência dos povos indígenas no Nordeste, não permitiu que a Cabocla Jurema, enquanto árvore sagrada, fosse conhecida, em seus usos e significados, não sendo assim documentada pelos colonizadores e estrangeiros. 

Numa segunda fase histórica a Jurema representa um elemento ritual ligado à própria resistência armada dos povos indígenas ou à guerra empreendida contra inimigos inclusive em suas alianças. Ainda nesta fase na qual a Jurema começa a ser documentada, seu significado ainda não é entendido mas seu uso já é motivo de repressão, prisão e morte de índios, (...). 

Na medida em que avança o rolo compressor da colonização, processo de genocídio ou tentativa de dominação, não só política e econômica como também cultural, aparece uma nova forma de resistência: a Jurema assume um lugar central na religiosidade popular, não só indígena regional - Catimbó.

Diante do componente negro a Jurema garante seu reconhecimento, como entidade (espírito, divindade, cabocla) autóctone, "dona da terra". A Jurema é absorvida pelos cultos afro-brasileiros, tendo surgido inclusive o "Candombles de Caboclo". 

Nas últimas décadas é no contexto da Umbanda, religião nascente e em pleno processo de sistematização e de expansão nacional, que a Jurema é integrada na cosmologia sagrada, no panteão da religião nacional. Constatamos em vários estados nordestinos as "Linhas da Jurema", dentre as linhagens e filiações religiosas da Umbanda. 

Nesses últimos anos, e paralelo ao movimento religioso propriamente brasileiro, a Jurema continua como "núcleo duro", segredo, bandeira ou símbolo, para os remanescentes indígenas, em pleno "movimento étnico", num contexto de defesa de seus direitos humanos, de suas áreas de reservas e de sua autonomia e reconhecimento no pluralismo da sociedade e das culturas brasileiras

Comando Estelar Santa Esmeralda

Comando Estelar Santa Esmeralda
Hilarion O Comando Santa Esmeralda surgiu a partir de uma aliança de cura estelar e pesquisas na área de genética. Essa aliança foi feita por uma importante Hierarquia de seres de luz de Alfa Centauro, onde nosso amado Mestre Hilarion é um dos representantes dessa hierarquia para nosso planeta, dentro das fileiras da Fraternidade Branca, coordenando o quinto raio de cura e verdade. Porem, na verdade, a atuação deste Comando multidimensional é sustentado por um poderoso Merkabah que se manifesta alem da nona dimensão, tendo o Arcanjo Rafael no comando dessa Nave de Luz e cura. O Comando Santa Esmeralda ou federação Santa Esmeralda atua paralelamente com as Equipes do Comando Ashtar e as Fraternidades solares dentro do projeto de resgate cristico da Terra.

Sr. Meishu Sama e Sra.Nidai Sama

Sr. Meishu Sama e Sra.Nidai Sama

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Meishu-Sama
1º Kyoshu-Sama
Nome de nascimento Mokiti Okada
Nascimento 23 de dezembro de 1882  Japão
Início da liderança 1 de janeiro de 1935
Fim da liderança 10 de fevereiro de 1955
Morte 10 de fevereiro de 1955
Antecessor Fundador
Sucessor Nidai-Sama
Listas dos líderes espirituais: cronológica
Mokiti Okada (岡田茂吉, Okada Mokichi?) (23 de dezembro de 1882 — 10 de fevereiro de 1955)1 foi o fundador da Igreja Messiânica Mundial (Sekai Kyūsei Kyō (世界救世教?)), na qual é conhecido pelo título honorífico de Meishu-sama (Meishū-sama (明主様?), "Líder Espiritual Iluminado").2

Índice

  • 1 Biografia
  • 2 Ver também
  • 3 Referências
  • 4 Ligações externas

Biografia

Okada nasceu em 1882 no bairro de Asakusa em Tóquio, tendo sido admitido aos cinco anos de idade na Escola das Belas Artes de Tóquio. No entanto, foi obrigado a desistir dos estudos pouco depois devido a graves problemas de saúde.3 Em 1907 abriu o seu próprio negócio, tendo feito fortuna no negócio da joalharia. Em 1919 a sua primeira esposa morre e nos anos seguintes o seu negócio é duramente afetado pela crise económica mundial que se seguiu à Primeira Guerra Mundial (1920) e pelo grande terramoto de Kanto (1924).3 Seguidor desde 1920 do Oomoto (uma seita religiosa derivada do Xintoísmo),3 4 Okada dedicou-se então à descoberta espiritual e afirmou ter tido uma revelação de Deus em 1926,1 2 que o levou a abandonar os seus negócios e dedicar-se à vida religiosa em 1928,3 5 e a anunciar publicamente em 1 de janeiro de 1935 a sua visão para uma nova civilização, que deveria trazer paz permanente e felicidade para todos os seres humanos do mundo independentemente da sua origem ou religião, tendo fundado um movimento religioso com o objetivo de espalhar os seus ensinamentos, a Igreja Messiânica Mundial.6
Okada acreditava que a única forma de ser feliz era ajudando outros a serem felizes,2 e apontou a medicina, a agricultura e a arte como as três áreas mais importantes na vida humana, tendo desenvolvido as suas próprias teorias filosóficas e métodos concretos para as colocar em prática, incluindo a sua técnica de cura e purificação, o Johrei.6 Logo após fundar a Igreja Messiânica Mundial, abriu um centro de reabilitação centrado nos poderes curativos da luz, mas este foi encerrado em 1936 sob a acusação de violar a Lei dos Prestadores de Cuidados Médicos (医師法違反).1 Nesse ano, Okada estabeleceu um método de agricultura originalmente chamado de "agricultura sem fertilizantes", ou "agricultura natural", que propõe um cultivo natural onde existe a harmonia com o meio-ambiente, com a alimentação, com a saúde do homem e com a espiritualidade.7 8 Cerceado pela falta de liberdade religiosa no Japão à época, apenas a partir de 1947 (após o final da Segunda Guerra Mundial) é que o seu trabalho pôde ser abertamente divulgado.1 Nos seus últimos anos de vida, Okada idealizou e promoveu a construção de três "protótipos do paraíso terrestre" (em Hakone, Atami e Quioto),3 9 formados por templos, jardins e museus destinados a expor as peças de arte que colecionava,9 pois defendia que a arte devia ser partilhada por todos e não escondida nas coleções privadas dos mais privilegiados.5 Mokiti Okada faleceu em 1955, aos 72 anos de idade.1 3
A escola Sangetsu (山月) do Ikebana, inspirada por Mokiti Okada, foi fundada em 15 de junho de 1972.5 A Fundação Mokiti Okada10 (MOA), oficialmente denominada MOA International Corporation desde 2009, foi criada em 1980 para continuar o trabalho de Okada para a criação de uma nova civilização com base nas suas filosofias e princípios, sem confinar a sua aplicação dentro de um quadro religioso.6 Grande parte da extensa coleção de arte de Okada está agora albergada no Museu MOA, em Atami.

sábado, 20 de setembro de 2014

Historia da Beata Nhá Chica

Nhá Chica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Beata Nhá Chica
Imagem de Nhá Chica, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em São Lourenço, Minas Gerais.
Beata
Nascimento 1810 em Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, Minas Gerais
Brasil Colônia Estado do Brasil
Morte 14 de Junho de 1895 (85 anos) em Baependi, Minas Gerais
Flag of Brazil (1889-1960).svg Brasil
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 04 de Maio de 2013, Baependi por Papa Francisco
Festa litúrgica 14 de junho
Gloriole.svg Portal dos Santos

Francisca de Paula de Jesus, conhecida popularmente como Nhá Chica (Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, 1810 — Baependi, 14 de Junho de 1895), é uma leiga brasileira considerada beata pela Igreja Católica.

Índice

1 Biografia
2 Beatificação
3 Ligações externas
4 Referências

Biografia

Filha e neta de escravos, Francisca de Paula de Jesus nasceu em 1810, no povoado de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, um dos atuais cinco distritos de São João del-Rei, município do estado brasileiro de Minas Gerais, onde também foi batizada no dia 26 de abril de 18101 . Pouco tempo depois sua família mudou-se para a cidade de Baependi, no sul deste estado, onde ela viveu até 14 de junho de 18952 , data de seu falecimento. Francisca foi sepultada dia 18 de junho no interior da capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, mandada construir por ela.

Francisca ficou órfã aos dez anos. Mulher humilde, era fervorosa devota de Nossa Senhora da Conceição, e, a pedido da mãe, passou a vida inteira a dedicar-se à prática de caridade. Leiga, foi chamada ainda em vida de "a mãe dos pobres", sendo respeitada por todos os que a procuravam, desde os mais humildes aos homens do Império. Durante 30 anos, reuniu doações para construir a capela de Nossa Senhora da Conceição, onde hoje funciona o Santuário da Conceição, na cidade mineira de Baependi. Francisca de Paula de Jesus era conhecida por Nhá Chica, sendo que "nhá" é corruptela de "sinhá", por sua vez corruptela de senhora, forma respeitosa de se tratar aos mais velhos.
Beatificação

Nhá Chica, já em vida, passou a ser aclamada pelo povo como a Santa de Baependi, por sua fé. O Processo Informativo Diocesano começou em 16 de julho de 1993, tendo sido encerrado em 1995, quando foi para Roma. O Relator deste processo foi o padre José Luís Gutiérrez. A causa ficou parada até 1998, quando assumiram como Postulador o Frei Paolo Lombardo, OFM e como vice-postuladora a irmã Célia Cadorin, Ciic (mesma religiosa que atuou nas causas de Madre Paulina e Frei Galvão). Desde 1991 que Nhá Chica é reconhecida como Serva de Deus, título que recebeu oficialmente da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano.

Em 18 de junho de 1998 foi feito o reconhecimento de seus restos mortais, na presença de autoridades eclesiásticas, membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica, da Comissão Histórica e de médicos legistas. Ainda em 1998, o Tribunal Eclesiástico Pela Causa de Beatificação de Nhá Chica apresentou à Diocese de Campanha um provável milagre para ser enviado e analisado pelo Vaticano.

A causa de Beatificação de Nhá Chica aguardava desde 2007 o anúncio de sua beatificação, quando uma graça foi atribuída a Nhá Chica. Ana Lúcia Meirelles Leite, uma professora moradora de Caxambu, em Minas Gerais, teria sido curada de um problema congênito no coração, caso considerado muito grave pelos médicos. A cura teria se dado sem a necessidade de intervenção cirúrgica, tendo então sido atribuída às orações pela intercessão de Nhá Chica. O fato se deu em 1995. A graça foi aceita pelo Vaticano, que analisa o pedido de beatificação. No entanto, o início da campanha pela canonização teve seu início ainda no ano de 1952. A instalação da Comissão em prol da Beatificação se iniciou em 1989, e foi depois instalada em definitivo no dia 14 de janeiro de 1992.

A publicação da Positio, documento que reúne todos os dados e testemunhos recolhidos durante a fase Diocesana, corresponde à primeira etapa do processo de beatificação e aconteceu no dia 30 de outubro de 2001. O documento seguiu para o Vaticano para ser apreciado pela Congregação para as Causas dos Santos.

Em 30 de abril de 2004, os bispos brasileiros reunidos em sua 42ª Assembléia Geral da CNBB assinaram um documento pedindo a beatificação de Nhá Chica. O documento, que reuniu 204 assinaturas de Bispos de 25 estados brasileiros, foi encaminhado pela Diocese de Campanha ao então Papa João Paulo II.

No dia 8 de junho de 2010, a Congregação para as Causas dos Santos deu parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica.3 Já em 14 de janeiro de 2011, o Papa Bento XVI aprovou o decreto da Congregação para as Causas dos Santos, que atestava as virtudes heróicas da Serva de Deus.4 Nhá Chica pode receber o título de Venerável, estando assim mais próxima da beatificação.5

Aguardou-se, desde então, o reconhecimento por parte da Santa Sé, do milagre da cura, atribuído à intercessão de Nhá Chica, da professora Ana Lúcia Meirelles Leite, até que no dia 13 de outubro de 2011, a Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos, depois de analisar o possível milagre da cura de Ana Lúcia, declarou que a cura não teria explicação científica6 . Em 28 de junho de 2012, o Papa Bento XVI autorizou a Congregação para a Causa dos Santos a promulgar o decreto do milagre atribuído à intercessão de Nhá Chica7 .

A beatificação aconteceu no dia 4 de maio de 2013, em Baependi, em cerimônia presidida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o cardeal Angelo Amato, representante da Santa Sé, que anunciou a data de 14 de junho como a festa litúrgica em memória de Nhá Chica. Desta forma, Nhá Chica se tornou a primeira leiga e negra brasileira a ser declarada beata pela Igreja Católica.