terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Indígenas das Américas admitem sua origem não terrestre


Indígenas das Américas admitem sua origem não terrestre



Indígenas de todo o mundo têm tido pacífica e longeva relação com ETs, mas poucos são os líderes tribais que admitem isso. O silêncio, explicam, é em respeito aos seus “amigos cósmicos”
A cidade de Wagner, em Dakota do Sul, Estados Unidos, é palco de um acontecimento de importância histórica. Por 15 anos seguidos a reserva Yankton do índios Sioux tem sediado um dos mais concorridos eventos na área ufológica dos EUA. Trata-se de um grande encontro entre os líderes de tribos indígenas norte-americanas e de todo o mundo, chamado Star Knowledge, a conferência sobre o conhecimento das estrelas. O evento é organizado por uma comitiva de índios chefiada pelo líder místico Standing Elk [Alce em Pé], da tribo Lakota. Standing Elk teve a idéia do encontro após uma visão em que lhe foi revelado que o conhecimento espiritual dos índios nativos dos EUA tinha grande relação com o que chama de “Nações das Estrelas”, seres extraterrestres. O chefe crê ainda que tal conhecimento deva ser compartilhado com outros povos da Terra e por isso convoca, a cada ano, indígenas de todo o planeta para trocarem informações e experiências. A conferência é sempre organizada em obediência às profecias dos sábios das tribos Lakota e Hopi, mas até hoje não recebeu nenhum enviado das tribos brasileiras. Nos últimos eventos estiveram presentes indígenas místicos e espirituais da facção denominada Plains [Habitantes das Planícies], que compreende as tribos dos Lakota, Oglala, Dakota, Black Foot e Nakota, assim como os representantes orientais das nações Iroquoi, Oneida, Seneca e Choctaw, e os líderes dos grupos que habitam a faixa meridional dos Estados Unidos, Hopi, Yaqui e Mayan. Dentre os chefes das tribos que compareceram anualmente ao encontro é importante destacar a presença do místico Maori, da Nova Zelândia, e da líder espiritual do povo Sammi, do Lapão. Também participam ativamente do evento pesquisadores, antropólogos e ufólogos norte-americanos e europeus. Entre eles está o ex-sargento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) Robert O. Dean, o contatado e escritor Whitley Strieber, o psicólogo Richard Boylan, os professores universitários Leo Sprinkle e Courtney Brown, o contatado e estigmatizado Giorgio Bongiovanni, o investigador alemão Michael Hesemann, o ex-funcionário da CIA Derrel Sims, a contatada Marylin Carlson e o investigador Randolph Winters, entre vários outros curiosos e interessados na temática. O psiquiatra da Universidade de Harvard doutor John Mack, recentemente falecido, era figura constante nos eventos indígenas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

É hora de melhorar sua autoestima

É hora de melhorar sua autoestima

É hora de melhorar sua autoestimaQuero falar sobre a importância da autovalorização. Por que esse assunto agora? Pois temos sempre que traçar algumas metas. O ponto de partida para realizá-las é se respeitar e se valorizar!
Para começar, tente ampliar a forma de ver o mundo a partir desta constatação: a natureza não se repete. O igual não existe no Universo. Se fôssemos fundo nesse pensamento, mudaríamos nossa maneira de viver, pensar e agir. Jamais nos compararíamos a alguém nem levaríamos a sério os modelos existentes – a mãe ideal, a profissional ideal.
Porém, a sociedade inventou que a gente é igual. Então, você tem de estar dentro dos valores para ser considerada normal. Caso contrário, você não é aceita e torna-se discriminada. Esqueça esses falsos conceitos.
É hora de melhorar sua autoestima e parar de brigar consigo por ter características diferentes. Não há nada de errado em você. Olhe para si com os olhos de Deus – ou seja, como a natureza te fez. Enxergar a vida dessa maneira muda nossa visão sobre nós mesmos e também a maneira de olhar os outros. Aceitar-se é sinônimo de paz interior. Negar algo que é seu significa criar conflito com a própria natureza.
E olhe só que interessante: tudo que negamos em nós mesmos aparece com mais força nas nossas vidas. É lei. Eu pergunto: o que mais te irrita nas pessoas? Falsidade, mentira, mau humor, teimosia? Pois o que te irrita corresponde exatamente ao que você é. É o modo como a natureza chama atenção para nossas limitações.
Por mais estranho que pareça, também podemos negar os pontos fortes. Quando você se apaixona, por exemplo, o que mais te atrai na pessoa é exatamente a qualidade que você rejeita em si. Se você se interessou pelo físico do parceiro, é provável que não esteja dando importância ao próprio corpo.
A vida tem muitos jeitos de mostrar nossa natureza. Será que é melhor se combater? Não. Coloque a paz aí dentro. Diga a si mesma:
Eu sou o que sou. Cada um que me olhe como quiser. Quero me realizar. Eu me valorizo porque dou atenção aos sentimentos. O importante é que estou comigo mesma e não abro
Luiz Gasparetto

Meditação e Respiração

Meditação e Respiração

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Pedro Tornaghi

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A meditação começa onde a mente acaba. A meditação é um estado de consciência onde se percebe a vida sem a interferência da mente. Todas as técnicas de meditação das mais diversas linhas foram desenvolvidas para propiciar esse estado de percepção, mas nenhuma técnica é, por si só, a meditação. 
Para o indiano, a vida foi criada do encontro de Purusha (o espírito “imanifestado”) com Prakriti (a natureza palpável, o universo manifestado). Vivemos normalmente com consciência do reino do manifestado e inconscientes de nossa parte imanifesta. 
Purusha é a força organizadora que se encontra por trás da matéria, e está presente em todos os nossos momentos e atos. Cada um de nós tem uma contraparte pessoal no reino do imanifestado, o nosso “Purusha Individual”. Esse “Purusha Individual” testemunha tudo o que fazemos no mundo material. Meditação é estarmos conscientes de nosso Purusha – de nossa dimensão imanifestada – enquanto nos relacionamos com o mundo cotidiano. 
Muitas técnicas foram criadas para facilitar esse estado de consciência, algumas se utilizam de mantras, outras da respiração, de trabalhos com chakras e de diferentes posturas físicas e atitudes mentais e emocionais. Mas, há algo que é fundamental e que está presente nas mais diversas técnicas: o ato de “testemunhar” o aqui e o agora. Esse testemunhar nos deixa sintonizados com o Purusha e facilita com que progressivamente nos desidentifiquemos de nossa mente e enxerguemos mais amplamente a realidade. 
Como a atitude normal do Purusha é testemunhar aquilo que nos acontece, ao desenvolvermos a “arte de testemunhar o momento”, nos tornamos afinados com Purusha e isso acaba nos levando a percebê-lo em atividade. 
A mente vive de linguagens aprendidas no passado, dessa maneira, ao nos identificarmos com aquilo que pensamos, estamos sempre nos furtando a experiência presente. A mente se estrutura baseada em crenças. Cremos que somos de uma determinada religião, torcedores de um certo time de futebol, adeptos de uma tendência política; e vamos, com essas idéias, criando uma falsa sensação de pertencer a um grupo. Vamos criando uma falsa noção de nós mesmos, e perdendo a chance de nos percebermos em toda a nossa riqueza. A meditação atua no sentido oposto, e vai aos poucos diluindo nossas crenças, libertando-nos da estreiteza de visão e revelando a nossa capacidade de nos percebermos tal e qual somos. 
É normal nos contentarmos em pensar que somos o que indica a nossa posição social. Por exemplo, sou um astrólogo, ou médico, engenheiro, funcionário de uma empresa ou qualquer outra coisa. Mas, e se eu deixasse de ser esse profissional, continuaria sendo eu? Sim, claro. Quem sou eu então? Com frequência procuramos adjetivos para nos qualificar: sou um bom filho, um bom pai, um bom funcionário. Mas, se perco minha família ou meu emprego, continuo sendo eu, então, sou algo mais do que um filho ou funcionário. Muitas vezes, nossa mente nos leva a nos identificarmos com nosso corpo. Fazemos ginástica, cuidamos de nossa alimentação, dizendo a nós mesmos: “estou cuidando de mim”. Mas, se perdermos um braço, continuaremos sendo nós mesmos, se perdermos ambos os braços, e até as pernas, continuaremos sendo nós mesmos, inteiramente. Acabaremos percebendo que não somos nosso corpo, mas algo mais. 
Todas essas, são idéias que a mente cria de nós mesmos, e acabam substituindo o real contato, provocando o desconhecimento de quem somos em essência. 
Dentre os muitos caminhos para “desmontarmos” a idéia da mente acerca de nós mesmos, existem as meditações baseadas na respiração. A respiração é uma companheira interessante que carregamos conosco, mas não a usamos em todo o seu potencial. Algumas das funções de nosso corpo são ativadas com o nosso comando consciente. Por exemplo, posso pedir ao meu braço que se levante e pegue a xícara de chá para mim, posso pedir às minhas pernas que se movam, e me levem para a rua. Outras funções vitais, como a digestão ou os batimentos do coração, que nos acompanham diariamente, acontecem de forma independente de nossa vontade consciente. A respiração em parte pode ser controlada pela vontade consciente e em parte é independente dela. Posso decidir respirar profunda e lentamente, posso prender o ar ou não ao final de uma inspiração. Isso eu posso decidir, mas não posso pedir ao meu corpo que pare de respirar até que eu morra. 
A respiração se situa entre o mundo da vontade consciente e o nosso universo inconsciente, que funciona independente de nossa mente. Dessa maneira, ela se torna uma ponte valiosa entre o mundo que conhecemos e a parte que desconhecemos em nós. Pela respiração podemos em um primeiro momento acalmar a mente e isso é muito valioso para que possamos nos tornar livres dela. Não conseguimos nos jogar de um trem em velocidade, mas, de um trem lento, conseguimos saltar até com um certo conforto. A mente é um trilho do trem, nossa consciência “total” é o outro trilho. Os dois andam sempre paralelos, parecem que se encontrarão no horizonte, mas, se você chegar perto do horizonte, perceberá que eles não se encontram lá e entende que não se encontrarão nem mesmo no infinito. Para conhecer essa outra dimensão da consciência, é necessário saltar do trilho da mente. Nesse ponto, a respiração já começa a ajudar, aquietando-a. 
Em um segundo momento, a respiração é capaz de acordar o nosso corpo vital. A mente é por natureza controladora. Ela tenta controlar nossa realidade emocional e com isso, acaba interrompendo a fluidez das funções vitais, emocionais e físicas. O despertar do corpo vital pela respiração acaba possibilitando o liberar dos corpos vital, emocional e físico do corpo mental. 
Quando essa liberdade acontece, a respiração é capaz de nos libertar de condicionamentos que antes bloqueavam a nossa lucidez. 
Num terceiro momento, a respiração pode servir como ponte para que nossa consciência e capacidade de observação passem do palpável ao impalpável. A simples atitude de separar uma hora por dia, sentando-se confortavelmente e se dedicar somente a testemunhar a própria respiração já pode servir de passaporte para a ampliação da consciência, levando-a à sua potencialidade máxima. 
Como a respiração é um elo permanente entre o impalpável e o palpável, começamos por observar sua dimensão mais óbvia. Podemos observar o ar entrando e saindo de nós, o momento em que a onda do ar acaba de entrar e faz a volta para sair, ou como a barriga se mexe durante a respiração. Qualquer pensamento que passe pela cabeça nesse momento, devemos deixá-lo existir, sem brigar com ele. Em vez de tentar reprimi-lo, simplesmente trazemos o foco da atenção para o momento da respiração, e tentamos perceber o pensamento menos nítido do que percebemos a respiração. Como se ele estivesse desfocado. Aos poucos, uma revolução sem precedentes acontecerá em nós. Poderemos experimentar momentos da maior liberdade que um homem pode experimentar: a liberdade da própria mente. 
Se durante a viagem da vida a mente é como um dos trilhos do trem e a consciência plena o outro, cada respiração sua torna-se como um dormente que liga – a cada entrada e saída do ar – um trilho ao outro. Qualquer dormente desses pode servir como a desejada ponte entre a consciência comum e a extraordinária. Incluindo o da respiração que você está fazendo nesse momento.
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As causas e a cura das doenças

As causas e a cura das doenças

As causas e a cura das doençasO homem possui uma Alma que é seu eu real: um Ser Divino, Poderoso, Filho do Criador de todas as coisas. Ele, nosso Eu Superior, sendo uma centelha do Todo-Poderoso, é, desse modo, invencível e imortal.  Nunca será demasiado insistir no fato de que cada Alma encarnada neste mundo está aqui com o propósito específico de adquirir experiência e compreensão e de aperfeiçoar sua personalidade com vistas aos ideais da Alma
Se tivermos em nossa natureza amor suficiente por todas as coisas, não seremos a causa de agravo a ninguém; pois esse amor sustenta o gesto agressor, e impedirá nossa mente de se entregar a qualquer pensamento que possa magoar alguém. Que se lembre também que viemos a este mundo para vencermos batalhas, para adquirirmos forças contra quem nos quer controlar, e para avançar àquele estágio em que passamos pela vida cumprindo nosso dever  sem nos amedrontarmos e sem nos deixar influenciar por qualquer criatura, guiados sempre pela voz do Eu superior.  Somos Almas vindas aqui com a missão de obter o conhecimento e toda a experiência que podem ser adquiridos ao longo da existência terrena; de desenvolver virtudes de que carecemos, de extinguir tudo que é defeituoso dentro de nós e, dessa forma, avançar em direção à perfeição de nossa natureza. A Alma sabe que ambiente e que circunstância nos ajudarão melhor a levar a cabo tal empresa (aperfeiçoamento) e, por isso, nos reserva aqueles ramos da existência mais adequados para se atingir semelhante objetivo.  Devemos compreender que a curta passagem por esta terra, que conhecemos como vida, não é mais que um breve instante no curso de nossa evolução, assim como um dia na aula está para uma vida e, embora possamos no momento ver e compreender somente esse único dia, nossa intuição nos diz que o nascimento esteve infinitamente longe do nosso começo e a morte infinitamente longe do nosso fim. Lembremos que a enfermidade é um inimigo comum, e que cada um de nós que domine um fragmento dela está, por isso mesmo, ajudando não só a si próprio, mas a toda a humanidade.  A Causa de todos problemas é o ego e a separatividade, e esses desaparecem tão logo o Amor e o conhecimento da grande Unidade se tornem parte de nossas naturezas. As doenças reais e básicas do homem são certos defeitos como orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição; e se cada um deles for considerado individualmente, notar-se-á que todos são contrários à Unidade. O orgulho se deve, em primeiro lugar, à incapacidade de se reconhecer à pequenez da personalidade humana e sua absoluta dependência da Alma, e de aceitar a que todas as vitórias que se possam ter não se devem a essa personalidade, mas são bênçãos com que nos agraciou a Divindade interior; em segundo, deve-se à perda do senso de proporção, da noção de quanto se é insignificante diante do complexo arranjo da Criação. Como o orgulho se mostra invariavelmente relutante em se curvar com humildade e resignação à Vontade do Grande Criador, ele pratica ações contrárias a essa vontade. A crueldade é uma negação à Unidade de todas as coisas e uma incapacidade de se compreender que toda ação adversa para o outro está em oposição ao todo e é, portanto, uma ação contrária à Unidade. Nenhum homem levaria as consequências desastrosas da crueldade àqueles que estão mais próximos de si e que lhe são mais caros, e, segundo a lei da Unidade, temos de amadurecer até entendermos que cada um, como uma parte do todo, deve se tornar próximo de nós e querido por nós, e que até mesmo aqueles que nos molestam só lhes dediquemos amor e compreensão.  O ódio é o contrário do Amor, o reverso da Lei da Criação. Ele se opõe a toda Obra Divina e é uma negação ao Criador, conduz apenas a pensamentos e a ações que são adversos à Unidade e contrários àqueles que seriam prescritos pelo Amor.  O egoísmo é, também uma negação à Unidade e ao dever que temos para com nossos irmãos humanos, pois ele faz com que coloquemos nossos interesses pessoas antes do bem-estar da humanidade, do carinho e da proteção que deveríamos dedicar aos que estão mais perto de nós.  A ignorância é o fracasso em aprender, a recusa em ver a Verdade quando se tem a oportunidade para tanto, e conduz a muitos atos errôneos que só podem existir em meio à escuridão, pois não podem resistir quando está a rondar-nos a luz da Verdade e do Conhecimento. A instabilidade, a indecisão e a falta de determinação ocorrem quando a personalidade se recusa a ser governada pelo Eu Superior, e nos levam a atraiçoar os outros devido nossa fraqueza. Semelhante condição não seria possível se tivéssemos dentro de nós o conhecimento da Imbatível e Invencível Divindade, que é, na realidade, nós próprios. A ambição conduz ao desejo de poder. É uma negação à liberdade e à individualidade de toda Alma. Em vez de conhecer que cada um de nós está aqui para se desenvolver livremente segundo as próprias diretrizes e em conformidade com os ditames da própria Alma, para aumentar cada vez mais sua individualidade e trabalhar com liberdade e desenvoltura, a personalidade ambiciosa compraz-se em ditar ordens, conformar tudo à sua vontade e comandar, usurpando o poder do Criador. O orgulho, que é arrogância e rigidez mental, despertará doenças que ocasionarão a rigidez e a ancilose do corpo. A dor é o resultado da crueldade, e, por meio dela o paciente aprende, através do próprio sofrimento, a não infligi-lo aos outros, do ponto de vista físico ou mental. As penalidades resultantes do ódio são o isolamento, o temperamento violento e incontrolável, as perturbações mentais e os estados de histeria. As doenças decorrentes da introspecção – a neurose, a neurastenia e os estados semelhantes – que acabam tirando da vida tantas alegrias, são causadas pelo egoísmo em excesso. A ignorância e a falta de sabedoria criam suas próprias dificuldades na vida cotidiana e se, além disso, houver persistência na recusa em ver a Verdade quando a oportunidade é dada, a miopia e outras deficiências visuais e auditivas serão as consequências naturais. A instabilidade da mente pode acarretar no corpo a mesma característica, com aquelas várias disfunções que afetam os movimentos e a coordenação motora. As consequências da ambição e da vontade de dominar os outros são aquelas doenças que levam a quem delas sofre a ser escravo do próprio corpo, com os desejos e ambições refreados pela enfermidade.
Ademais, a parte afetada do corpo não é obra do acaso, mas obedece à lei de causa e efeito e, uma vez mais, pode servir de guia para nos ajudar. Por exemplo, o coração, a fonte da vida e, portanto, do amor, é atacado especialmente quando o lado amoroso da natureza do indivíduo para com a humanidade não é desenvolvido ou é utilizado de modo errado; a mão lesada denota falha ou erro na ação; o cérebro sendo o centro de controle do corpo, se afetado, indica uma falta de controle na personalidade. Tudo isso deve seguir o que a lei estabelece. Estamos todos prontos a admitir as diversas consequências que se seguem a uma crise nervosa, a um choque emocional de más notícias que chegam de repente; se as atividades corriqueiras podem assim afetar o corpo, quão mais grave e profundamente enraizado deve ser um conflito que existe desde há muito entre a alma e o corpo! Como podemos nos espantar com o fato de as consequências provocarem doenças tão graves como as que existem entre nós atualmente? Contudo, não há motivo para depressão. A prevenção e a cura acontecem quando localizamos o erro dentro de nós mesmos, e suprimimos esse defeito por meio do cuidadoso aprimoramento da virtude que o destruirá; não combatendo diretamente o erro, mas desenvolvendo tanto essas virtudes opostas que ele chegue a ser varrido de nossas naturezas. O dever da arte de curar consistirá em ajudar-nos a obter o conhecimento necessário e os meios pelos quais superar nossos males e, além disso, em ministrar os remédios que fortalecem nossos corpos físicos e mentais e nos deem maiores oportunidades de vitória.

Dr. Edward Bach

domingo, 1 de dezembro de 2013

'FUNÇÃO DO DOUTRINADOR' - José Ferraz

'FUNÇÃO DO DOUTRINADOR' - José Ferraz


Na prática mediúnica devem ser consideradas três funções específicas; o dirigente-doutrinador, o médium ostensivo e o assistente participante.
Para efeito informativo, daremos a seguir algumas conotações observadas durante uma frequência prolongada nas reuniões  mediúnicas espíritas, onde assimilamos uma série de orientações dadas pelos mentores espirituais e outras das nossas observações para manter-se uma conduta salutar na convivência com os desencarnados no desempenho da função de doutrinador, considerado atualmente como um psicoterapeuta de Espíritos sofredores.
Deve adquirir o hábito de primeiro ouvir o que diz o comunicante para iniciar o diálogo, num tom de voz natural, de forma coloquial, não tendo a preocupação de se fazer ouvir por todos os componentes do grupo.
Nunca esquecer que está conversando com um indivíduo que somente não possui mais um corpo carnal, no entanto as suas reações psicológicas são semelhantes às daqueles que ainda esão encarnados, precisando naquele instante de atenção especial, quando não se deve prescindir de transmitir tolerância, compreensão e otimismo, para a superação das suas dificuldades na transição para além da sepultura.
Deve-se, portanto, pronunciar as palavras com delicadeza para o envolvimento vibracional, não se esquecendo da austeridade, sem o autoritarismo radical, nas ocasiões do atendimento aos Espíritos malévolos e impenitentes da erraticidade inferior.
Evitar explanações doutrinárias discursivas e sobretudo não emitir críticas ostensivas ou veladas pelo estado de sofrimento apresentado pela entidade comunicante que está sendo atendida.
Atuar mais com o sentimento de bondade do que com palavras excessivas. Deixar o Espírito externar-se para identificar a causa do problema, antes de tomar o pulso da comunicação para ajudar o suplicante corretamente.
Não se preocupar em identificar quem é a personalidade sofredora, pois o trabalho de intercâmbio espiritual tem por base a caridade anônima.
Desnecessário explicar a razão do sofrimento atual trazendo à baila o comportamento incorreto durante a existência carnal, porque isto tem o efeito de um ácido a queimar as fibras íntimas da criatura sofredora.
Quanto menos informações forem dadas melhor, inclusive não se utilizar da terminologia espírita, a não ser com muita cautela, nem tampouco insistir impositivamente na sugestão para que o comunicante adote uma postura oracional, pois quem está sentindo sensações dolorosas ou desesperadoras não tem a mínima condição de entender ou assimilar ideias ou conselhos de que nunca ouviu falar.
O doutrinador deve ter sempre em mente que a finalidade do fenômeno que ocorre na ligação que se dá perispírito a perispírito para a psicofonia, tem um sentido prioritário, de por em contato o comunicante com o fluido animalizado do médium para a ocorrência do chamado choque anímico.
Allan Kardec utilizou o termo fluido animal, porque na ligação perispiritual ente o comunicante e o médium, para que se processe a psicofonia, acontece uma transferência de elevada carga de energias animalizadas, absorvidas pelo desencarnado, produzindo-lhe um choque energético que promove o seu despertamento para uma realidade nova de que ainda não se deu conta.
Isto se torna necessário, porque na desencarnação o ser inteligente leva consigo inúmeras impressões físicas e mentais que persistem no seu campo perispiritual depois da morte biológica. Daí o conceito doutrinário de que morrer definitivamente é adquirir consciência  e familiaridade do mundo que passa a habitar.
Por isso, o doutrinador deve ser muito cauteloso no momento de fazer a revelação do estado presente do Espírito que está sendo atendido. Precipitar o conhecimento da sua morte biológica pode causar-lhe um trauma desestruturador da emoção, com consequências desagradáveis para o comunicante e para o médium também, que recebe as descargas psíquicas do sofredor.
Consideremos alguém que teve morte repentina decorrente de uma crise cardíaca, sem nenhum conhecimento da vida espiritual, acordando num ambulatório médico e sendo atendido por uma pessoa que lhe diz de chofre: “Você já morreu.” Naturalmente a reação imediata é a da descrença, com uma resposta de pronto: “Como pode isto ter acontecido; eu estou vivo e dizem-me que já morri!”.
Se o doutrinador persiste na ideia de convencer o Espírito, poderá ocorrer o medo e em seguida o pânico patológico, não resultando da revelação nada de positivo para o bem-estar da entidade sofredora. Neste particular a função do doutrinador é de efeito preparatório, deixando a cargo dos Benfeitores Espirituais a escolha do momento aprazado para fazer com que o desencarnado tome conhecimento da sua nova realidade.
No diálogo com os Espíritos empedernidos no mal, a técnica de doutrinação também exige cuidados especiais na forma em que deve ser praticada. Essas entidades sabem do estado em que se encontram e agem intencionalmente para perturbar o desenrolar da programação previamente estabelecida pelos instrutores espirituais.
Uma pergunta se impõe de imediato: “Por que razão permitem os mentores espirituais esta intromissão inoportuna?” Simplesmente, para aprendermos as lições decorrentes dessa convivência e, ao mesmo tempo, neutralizar a influência malfazeja dessas entidades sobre os encarnados.
O doutrinador deve precaver-se, a fim de não se deixar envolver pela tática usual desses Espíritos, qual seja a de provocar discussão com o intuito de roubar o tempo disponível das reuniões de atendimento aos sofredores, e ao mesmo tempo perturbar o ambiente mediúnico por meio de irradiações desagradáveis que a todos irritam, provocando um mal-estar generalizado.
O tratamento ideal no relacionamento com o visitante perturbador é o da amabilidade, mantendo-se a ascendência moral através de vocabulário próprio, demonstrando não estar atemorizado com as ameaças ostensivas, não se deixando contaminar com a violência do linguajar vulgar e desafiador, e, sobretudo manter uma confiança irrestrita na ação dos Benfeitores Espirituais.
Evitar a todo custo utilizar argumentos a fim de fazê-lo desistir dos seus propósitos. Durante o tempo em que se encontra ligado ao médium o Espírito vingativo está perdendo força. Cada vez que isto ocorre, essas entidades perdem uma alta cota de energia que antes descarregavam nas suas vítimas.
No trabalho de doutrinação, o encarregado dessa tarefa conscientizado da grave responsabilidade que assume não somente naquilo que diz respeito aos desencarnados, mas, também, na questão dos danos físicos, emocionais e espirituais que pode causar ao médium quando o atendimento não é feito de forma correta.
Outro detalhe importante é o doutrinador não tocar no médium, no transcorrer da comunicação. Este é um hábito extremamente inconveniente, não somente no sentido ético como estético. Além disso, promove no sensitivo uma irritação muito desagradável, podendo em alguns casos danificar a sua aparelhagem mediúnica e nervosa. Em situações específicas pode causar-lhe uma dor de cabeça insuportável.
Em decorrência do que foi dito anteriormente, a nenhum pretexto o médium deve ser seguro pelo doutrinador, no caso de agitação excessiva, pois não é a força física, e sim a psíquica que atua efetivamente para controlar os impulsos descontrolados da entidade comunicante, refletidos no comportamento do medianeiro.
Finalmente o doutrinador, depois do atendimento ao sofredor, deve transferir de imediato a sua atenção para o médium. Não raro o sensitivo para se reajustar depois do estado de transe, na roupagem carnal, necessita de uma transfusão de energias que deve ser feita através dos passes magnéticos.

Sobre o Autor:
José Couto Ferraz

Brasileiro, Espírita atuante desde 1965 no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador. Dedica-se às atividades de medium, de atendente fraterno e membro da equipe de passes.
Como membro da equipe do Projeto Manoel Philomento de Miranda, é coautor dos seguintes livros: Reuniões Mediúnicas (1993), Vivência Mediúnica (1994), Terapia pelos Passes (1996), Atendimento Fraterno (1998), Qualidade na Prática Mediúnica (2000), Consciência e Mediunidade (2003), Passes – Aprendendo com os Espíritos (2006), Estudando o Livro dos Médiuns (2008) ; e, por fim, Reuniões Doutrinárias e Mediúnicas no Centro Espírita (2001), em parceria com Adilton Santos.

Artigos do Autor:
MÉDIUNS E MEDIUNIDADE

Fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br